Estudo mostra que o RS está vulnerável à febre aftosa

Agronegócio

Estudo mostra que o RS está vulnerável à febre aftosa

Auditoria realizada pelo Mapa apontou a necessidade de medidas sanitárias urgentes
Por: -Redação
3 acessos

O Rio Grande do Sul está vulnerável à ocorrência de novos focos de febre aftosa. A informação consta do relatório de auditoria realizada pelo Ministério da Agricultura (Mapa) na defesa sanitária animal do Estado. Segundo o documento, persistem inconformidades diagnosticadas em levantamento realizado em 2005, algumas agravadas em 2006. O cenário pode colocar em xeque a situação do RS, que exporta carne para mercados exigentes como a União Européia (UE) e o Chile. Uma missão da UE virá ao Estado em março.

A auditoria do Mapa, realizada entre 11 e 19 de setembro por fiscais federais agropecuários de Brasília, teve por objetivo avaliar as ações de defesa sanitária animal para erradicação da aftosa. "Se medidas urgentes não forem adotadas (...), o RS persistirá vulnerável à reintrodução da febre aftosa em seu território", afirma o documento. O estudo aponta também falta de veterinários e funcionários administrativos, carência de treinamento, não-verificação dos dados fornecidos pelos produtores, informações conflitantes e não confiáveis. Isso compromete os cálculos dos índices vacinais, que, segundo o Mapa, não correpondem à realidade. O relatório aponta que os índices na etapa de reforço da vacinação de 2005 não superaram os 30%.

"As inconformidades poderão prejudicar o Estado quando este for auditado por autoridades internacionais", diz o superintendente do Mapa/RS, Francisco Signor. "Para as autoridades sanitárias lá de fora não adianta falar. Eles querem ver tudo documentado", afirma. Prova da preocupação com o tema, é que, este ano, fiscais do Mapa visitarão propriedades para fiscalizar a aplicação da imunização contra aftosa no Estado.

Quintiliano Vieira, secretário da Agricultura na época em que a auditoria foi feita, confirmou a existência de deficiência no controle sanitário. O dirigente apontou a morosidade do Estado em se aparelhar para atender às exigências e a falta de recursos como os maiores empecilhos. "Apesar disso, ainda consegui implantar a GTA em 125 IVZs e informatizar 25 coordenadorias", lembra.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink