Etanol do Brasil é mais poluente, diz estudo dos EUA


Agronegócio

Etanol do Brasil é mais poluente, diz estudo dos EUA

O motivo seria a queima da cana durante a colheita
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Pesquisadoras de Universidade de Iowa, nos EUA, afirmam que a produção brasileira de etanol a partir da cana gera até sete mais vezes poluentes que o anteriormente imaginado. O motivo seria a queima da cana durante a colheita. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) rebateu, afirmando que os dados estão defasados.


Os autores do estudo “Increased estimates of air-pollution emissions from Brazilian sugarcane ethanol” calcularam as emissões de gases poluentes e de efeitos estufa de toda cadeia de produção e distribuição do etanol de cana brasileiro entre os anos de 2000 e 2008, usando dados de pesquisa agrícola feita no país. O resultado foi uma estimativa entre 1,5 e 7,3 vezes maior do que o apresentado em pesquisas semelhantes feitas a partir de imagens de satélites.

O professor de Química e Engenharia Bioquímica Greg Carmichael, do Departamento de Engenharia da Universidade de Iowa, credita o resultado principalmente a prática da queima da cana durante a colheita. Carmichael afirmou que apesar dos esforços do governo brasileiro de banir essa prática, a expansão da indústria canavieira para áreas mais remotas do país está dificultando a fiscalização e a regulação de emissões destas usinas.


O pesquisador americano acredita que seja necessária uma revisão das comparações feitas entre o etanol de cana, produzido no Brasil e o etanol milho, produzido nos EUA. A própria Agência de Proteção Ambiental dos EUA considera o etanol de cana brasileiro menos poluente que o etanol americano.

A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) afirmou que o estudo é baseado em dados antigos e, portanto, não representam a realidade atual da produção. Segundo a instituição, os números não refletem a mecanização avançada das lavouras da região Centro-Sul.


No dia 31 de dezembro, foram encerrados os subsídios do governo norte-americano em favor dos misturadores de etanol de milho à gasolina nos Estados Unidos, bem como as tarifas de importação aplicadas ao etanol proveniente de terceiros países, como o Brasil.

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