EUA aprovam reformas agrícolas da UE, mas Canadá critica
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Agronegócio

EUA aprovam reformas agrícolas da UE, mas Canadá critica

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A reforma da Política Agrícola Comum (PAC), adotada pelos países membros da União Européia (UE) nesta quinta-feira, será uma ajuda para as negociações sobre a liberalização do comércio mundial, disse o representante americano de Comércio, Robert Zoellick. "A decisão da UE de reformar sua política agrícola comum é um passo necessário adiante que, esperamos, dará uma ajuda útil às negociações na Organização Mundial de Comércio (OMC)", destacou Zoellick em uma nota.

A UE garante que a reforma de seu sistema de subsídios agrícolas acordada esta quinta-feira vai favorecer o comércio dos países em desenvolvimento e o avanço das negociações de liberalização comercial na Organização Mundial de Comércio (OMC) no próximo encontro de Cancún (México) em setembro.

As reformas darão mais "flexibilidade" ao bloco transatlântico nas negociações na OMC, defendeu hoje o comissário europeu de Comércio, Pascal Lamy. "O Conselho de Ministros da UE me deu uma nova linha de crédito, uma margem de manobra muito útil nas negociações na OMC", disse Lamy no Conselho Nacional de Comércio Exterior (National Foreign Trade Council), que representa cerca de 350 empresas americanas.

"Mas os ministros da UE não me autorizaram a empregar esta flexibilidade, salvo se os outros (negociadores) também aceitarem pôr concessões equivalentes na mesa", defendeu. O ministro canadense das Finanças, John Manley, minimizou o benefício da medida européia, afirmando hoje que a reforma da PAC não é suficiente. Ele espera mais concessões do bloco na próxima reunião ministerial do México. "Não são suficientes", disse John Manley à AFP, ao comentar o acordo de reformas da PAC, fechado esta quinta-feira em Luxemburgo pela UE.

"É necessário atacar a tendência dos Estados Unidos e da União Européia de subvencionar (sua agricultura) em um nível que consideramos muito excessivo", criticou num café da manhã com executivos em Nova York. Esta reforma da PAC manterá os cerca de 43 bilhões de euros anuais de subsídios, reorientando-os, porém, de acordo com o bloco, para uma agricultura de qualidade e que respeite o meio ambiente, em detrimento da produção intensiva.


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