EUA pedem liberação da soja transgênica na China


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EUA pedem liberação da soja transgênica na China

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O representante do Comércio Exterior dos Estados Unidos, Robert Zoellick, disse ter recebido "respostas positivas" das autoridades chinesas com a possibilidade de uma rápida solução da disputa com os norte-americanos sobre a importação de soja transgênica.

"Recebemos comentários positivos a respeito dos testes com soja transgênica das autoridades chinesas com as quais me encontrei para ter a certeza de que não haverá uma interrupção do intercâmbio", disse Zoellick, depois de visitar em Pequim o vice-primeiro-ministro Wen Jiabao, e o ministro do Comércio, Shi Guangsheng.

Zoellick pediu à China que retire os obstáculos ao intercâmbio que, segundo o governo norte-americano, violam as normas da Organização Mundial de Comércio (OMC) e bloqueiam o acesso aos mercados agrícolas do país.

O sistema de certificação temporária para produtos transgênicos, segundo o qual a China aceita garantias do país de origem de que os produtos não violam as normas de segurança do comprador, se encerrará no dia 20 de setembro. A China está testando variedades de soja transgênica, como a Roundup Ready da Monsanto, para garantir que não prejudiquem a saúde humana ou o meio ambiente.

Os operadores não sabem se os embarques serão devolvidos depois desta data, possivelmente fazendo com que as reservas comecem a se reduzir em julho.

Fato positivo

"As conversações são um fato positivo porque estão se realizando em alto nível", disse Larry Li, gerente da Noble Grain de Pequim. "Mas ainda parece muito cedo para esperar uma solução definitiva".

Os lobbies dos produtores americanos, que incluem o Conselho Cerealista dos Estados Unidos e a Associação Americana da Soja, pediram a Zoellick que solicite à China que facilite a obtenção da autorização de importação de soja por parte das esmagadoras, que pare de subsidiar as exportações de cereais e pare de exigir que as importadoras provem que exportarão produtos fabricados com produtos agrícolas adquiridos no exterior.

"Algumas exportadoras de algodão dos EUA descobriram que as cotas de importação estão vinculadas ao reprocessamento para a exportação", disse Zoellick. "Não é preciso fazer isto segundo as normas da OMC. Acho que deixamos clara nossa posição e ficamos satisfeitos com a resposta que recebemos".

A incerteza quanto à possibilidade de as novas normas da China sobre produtos agrícolas transgênicos bloquearem os embarques provocaram uma queda de 19% de suas importações de soja, no ano passado, para 11,3 milhões de toneladas, informa o governo chinês.


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