Europa constata que precisará importar carne de frango

Agronegócio

Europa constata que precisará importar carne de frango

A União Européia estima que, além de ter de aumentar a importação de carne bovina, deverá se tornar importador líquido de carne de frango nos próximos anos
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A União Européia estima que, além de ter de aumentar a importação de carne bovina, deverá se tornar importador líquido de carne de frango nos próximos anos.

Bruxelas projeta importações de frango de 720 mil toneladas em 2013, superando em algumas toneladas o volume das exportações pela primeira vez. Para a UE esse cenário é inevitável, porque a demanda cresce mais rápido do que a produção e por causa da maior concorrência originária de países produtores com custos baixos. Atualmente, o Brasil já vende para os europeus mesmo com as elevadas tarifas que são impostas.

No caso da carne bovina, Bruxelas mantém previsões de aumento das importações de 568 mil toneladas este ano para cerca de 730 mil toneladas em 2014, levando em conta a tendência de consumo e a queda na produção européia depois do corte de subvenções. Quanto a carne de porco, continuará sendo exportador líquido.

A UE projeta declínio na sua produção de lácteos, ao mesmo tempo em que a produção da Argentina e do Brasil vão ter forte crescimento. Os argentinos vão se tornar um país-chave nesse setor do mercado mundial, e o Brasil será exportador líquido de quase todas as principais commodities.

Periodicamente a União Européia volta a publicar suas perspectivas agrícolas 2007-2014, levando em conta a nova situação dos mercados. Na versão publicada ontem, baseada em dados de até final de junho, Bruxelas estima que o preço de cereais deve manter sua tendência de declínio no médio prazo, porque a produção cresce mais rápido que a demanda. Já em 2007-2008, os preços mundiais devem atingir preço mais baixo. Isso inclui o preço do milho, que teve colheita recorde nos Estados Unidos para produção de etanol.

As projeções se baseiam em gradual recuperação da expansão econômica européia, valorização do dólar no médio prazo, e não toma em conta um eventual acordo de liberalização na Rodada Doha.


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