Agronegócio

Eventos climáticos geram queda de 33% na estimativa de produção do milho 2ª safra

As recentes intempéries climáticas alteraram, novamente, a estimativa de produção do milho 2ª safra 2015/2016 em Mato Grosso do Sul.
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As recentes intempéries climáticas alteraram, novamente, a estimativa de produção do milho 2ª safra 2015/2016 em Mato Grosso do Sul. Com isso, calcula-se queda de 33% na expectativa de produção no comparativo à projeção inicial feita pela Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS). Antes do plantio do safrinha, havia expectativa de produção de 9,5 milhões de toneladas do grão.

O levantamento do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga MS), desenvolvido pela Aprosoja/MS, indica que a estimativa de área plantada de milho permanece em 1,740 milhão de hectares, porém, a produção até então estimada em 7,1 milhões de toneladas, agora é de 6,3 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados neste sábado (18) pela entidade.

Queda na produtividade

Com o déficit esperado na produção, a estimativa de produtividade média também teve queda, passando de 68 sc/ha para 59,9 sc/ha. As condições climáticas desfavoráveis, desde a safra da soja 2015/2016, que persistiram no desenvolvimento do milho, prevalecem como fatores determinantes para a queda constante das estimativas. No entanto, por não se tratarem de números finais, até o final da colheita podem ocorrer novas alterações.
“Tivemos três situações que causaram grandes impactos nas lavouras durante essa 2ª safra. No início do ano, as chuvas estenderam o período de colheita da soja e, por isso, atrasaram bastante a semeadura do milho”, contextualiza Christiano Bortolotto, presidente da Aprosoja/MS.

Atraso

“Com isso, muitas áreas deixaram de ser plantadas e muitas outras foram plantadas com muito atrasado, o que consequentemente gera perdas. Na sequência, no mês de abril, houve um período de estiagem que ultrapassou 20 dias. Essa realidade gerou perdas de plantas em estágio reprodutivo, que precisavam de água para o desenvolvimento”, analisa o presidente.

“Por fim, ainda registramos a ocorrência de geadas em Mato Grosso do Sul. Esse fenômeno congela a folha verde da planta, que para de realizar fotossíntese e morre. Como consequência, a espiga não evolui mais, às vezes nem produz mais grãos ou produz grãos sem peso”, finaliza Bortolotto.

Mais atingidos

A região sul do Estado é a mais afetada pelas recentes geadas, sendo que 13 municípios foram fortemente afetados pelas baixas temperaturas, compreendendo uma área total de 751 mil hectares.
Outros seis municípios da região centro-sul do Estado foram atingidos por temperaturas bastante baixas: Bonito, Maracaju, Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Campo Grande e Sidrolândia. Apesar de terem registrado frio intenso, essas cidades sofreram menos impactos. De um total de 551 mil hectares que esses municípios abrangem, apenas 15% foi realmente impactado pela geada.
 

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