Excesso de chuvas atrapalha colheita de soja em Novo Progresso

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Excesso de chuvas atrapalha colheita de soja em Novo Progresso

Produtor de Novo Progresso já perdeu 80 hectares com 60% de avariados
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Os produtores de Novo Progresso estão enfrentando sério problema nesta safra [2017/2018] com excesso de chuva impede que as máquinas façam a colheita dos grãos. Quando as chuvas cessam  as máquinas trabalham na lavoura, mas os grãos são colhidos úmidos, por isso, tem carga chegando aos armazéns com quase 40% de umidade, quando o padrão esperado é de, no máximo, 14%, informação repassada ao Jornal Folha do Progresso.

A reclamação é geral entre os produtores em Novo Progresso – “A gente nem espera mais  o sol sair. Nessa hora tem que medir o tamanho do prejuízo, ver o que vai deixar na lavoura apodrecer e quanto você vai conseguir salvar”, disse o  produtor João Piran.

“O custo, neste momento, aumenta pra todo mundo.  Trinta por cento da carga é água, então, o custo do frete, naturalmente, fica 30% mais caro. ”, disse o gerente  Eliseu Andrade do secador que recebeu com mais de 30% em Novo Progresso.

É fácil de somar os prejuízos “Para um caminhão que carrega 48 mil quilos, dá algo em torno de 10 mil quilos de desconto. É bastante, quase 200 sacos para um caminhão que está levando de 700 a 800 sacos” ( calculo da redação).

A alta umidade nas lavouras causa transtornos no armazém que recebe os grãos. Com os grãos úmidos, o trabalho fica bem mais demorado.

A reportagem entrou em contato com secadores de Novo Progresso e Vila Isol; repassaram ao Jornal Folha do Progresso que  praticamente 100% das cargas estão chegando com índice acima do normal.

“Se o tempo estivesse bom e não chovendo, como está, a soja recebida teria de 14 a 15% de umidade. Hoje, a nossa media é de 22%/ 25%. Já chegou cargas aqui com quase 40% de umidade”, informou administrador  do secador Eliseu Andrade de Novo Progresso.

A diferença é percebida até mesmo na hora em que os caminhões vão para o tombador. Os grãos não descem com facilidade por causa da alta umidade e acabam grudando, formando blocos. Com isso, é preciso esperar um pouco para que se desprendam. E, durante a secagem, o trabalho também tem sido mais demorado, disse.

A demora na retirada da soja da lavoura pode interferir também na qualidade da soja. Isso porque a alta umidade aumenta as chances de fermentação, os chamados grãos ardidos.

“Os secadores da região [Castelo,cachoeira ,Novo Progresso] repassaram para o Jornal Folha do Progresso que trabalham com dificuldade”, muito  grão ardido esta chegando, para este ardido nós temos um índice padrão de 8%. Acima disso, cobra-se do cliente, o prejuízo é para todos, argumentam.

No secador da Fazenda  “ESTÂNCIA MEDIANEIRA” em Novo Progresso  , o gerente do Secador  Eliseu Andrade repassou ao Jornal Folha do Progresso que já recebeu grãos com 16% até 20 % de avariados, em um caso o produtor perdeu 80 hectares , com 60 % de avariados,relatou.

A possibilidade dos problemas permanecerem pelos próximos dias a meteorologia aponta chuva para mês de fevereiro na região sudoeste do estado incluindo Novo Progresso.

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