Excesso de chuvas compromete culturas
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Agronegócio

Excesso de chuvas compromete culturas

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O excesso de chuvas ocorridas no Rio Grande do Sul nesta semana afetou o desenvolvimento e a colheita de algumas culturas, principalmente na Região da Campanha. Em Dom Pedrito, o levantamento preliminar dos técnicos da Emater indica que a lavoura de arroz deve apresentar uma quebra de 30% na produtividade, que até agora alcançou 5 mil quilos por hectare. "A cultura já estava com problemas devido à ocorrência de frio na época da floração. Agora os prejuízos serão ainda mais graves na porção da lavoura que ainda não foi colhida", ressalta o chefe do escritório da Emater no município, Leopoldo Pires Porto. Segundo ele, do total de 43 mil hectares plantados, 15% não foram colhidos. "Esse restante também deve ficar comprometido pelo atraso no transporte e pelas más condições das rodovias, que também foram afetadas pelas chuvas", salienta. Os arrozeiros precisam de pelo menos cinco dias de tempo bom para conseguirem retomar os trabalhos de colheita, observa Porto.

Além do arroz, algumas áreas plantadas com soja ficaram alagadas em Dom Pedrito, que abriga 20 mil hectares semeados com a oleaginosa. Como na região a cultura tem desenvolvimento tardio, apenas 3% da área foi colhida. "Tínhamos a previsão de colher 30 sacos por hectare, mas isso não deve se concretizar", acredita o engenheiro agrônomo.

Ainda no município, o alagamento dos campos nativos prejudica a bovinocultura e a ovinocultura. Atualmente, em Dom Pedrito, os rebanhos bovino e ovino são formados por 380 mil e 150 mil cabeças, respectivamente.

Em Santana do Livramento, a colheita de arroz também foi paralisada na área plantada com 11 mil hectares. O rendimento provavelmente será inferior aos 5 mil quilos por hectare previstos inicialmente. "As perdas devem ficar entre 10% e 15%", avalia o extensionista rural da Emater no município, Alcedir Drum dos Santos.

Na lavoura de milho, que preenche cerca de 7 mil hectares em Livramento, a chuva atrapalhou a maturação da cultura e o início dos trabalhos de colheita. "Pelo menos o milho agüenta mais tempo que o arroz na lavoura", lembra o técnico. Segundo Santos, o excesso de umidade ainda facilita a queda das frutas cítricas das árvores.

Na região que abrange Bagé, Aceguá, Candiota e Hulha Negra, 70% da lavoura de arroz de 23,5 mil hectares já foi colhida. Entretanto, a quebra de produtividade deve chegar a 25%, já que algumas áreas ficaram submersas nesta semana.


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