Excesso de chuvas no Mato Grosso do Sul está afetando a qualidade da soja na lavoura


Agronegócio

Excesso de chuvas no Mato Grosso do Sul está afetando a qualidade da soja na lavoura

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Boa parte dos grãos que já estão no ponto de colheita pode apodrecer no pé por causa das chuvas.

A abundância das chuvas registradas no Estado começam a refletir nas lavouras do Médio-Norte e a comprometer a qualidade dos primeiros grãos de soja extraídos das lavouras da região de Lucas do Rio Verde ( a 360 quilômetros de Cuiabá). A colheita da safra de soja 2002/2003 do município está atrasada em pelo menos uma semana. Neste período costumava-se a ter 15% da área plantada colhida e até sexta-feira o percentual de colheita era 4% dos 210 mil hectares cultivados.

“Este final de semana vai ser decisivo para os produtores. Se as chuvas continuarem a soja que está pronta para ser retirada do solo vai estar muito comprometida. Boa parte dos grãos pode apodrecer se o tempo não melhorar. Durante a semana o percentual de perda da oleaginosa chegava a 30%, os principais eram pontos pretos e perda de qualidade”, conta o gerente administrativo e financeiro da Fiagril, Romildo Klimeck. A Fiagril, exporta e armazena grãos.

Na região muitas lavouras estão com a soja dessecada há mais de dias e estão sob chuva. “Esses grãos estão de fato comprometidos”, afirma Klimeck.

O secretário de Agricultura de Lucas do Rio Verde, Ronaldo Cesário, explica que estes primeiros carregamentos de soja estão de fato com qualidade reduzida. “A chuva tem atrapalhado esta fase final do ciclo da soja. Mas com dois dias seguidos de sol é possível colher muito grão e manter os níveis de produção e produtividade, caso haja mais chuva poderemos contabilizar uma perda de produção de 5%”, alerta Cesário.

A safra tem expectativa de produção de 750 mil toneladas de soja com produtividade de 50 a 56 sacas por hectare. “A partir de 10 de fevereiro, quando o bruto do grão começa a ser colhido, é que será possível avaliar a extensão de danos causados pela chuva”, observa Cesário.

Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (IMEA), Em Deciolândia, município de Diamantino, os prejuízos poderão ser maiores. O Sindicato Rural de Diamantino informou que poderá haver uma queda na produtividade da soja de 20 a 30%.

Nesta mesma região foi necessário fazer um replantio da soja devido à escassez de chuva no período de plantio, as plantas acabaram morrendo. O Sindicato Rural de Sapezal estima uma redução na produção de soja, pois também enfrentou um período de seca no momento do plantio e agora, durante o ciclo de desenvolvimento sofre com excesso de umidade. Na Sexta-feira, a saca chegou a ser comercializada em Lucas a R$ 35.


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