Exercício simulado vai avaliar capacidade do Paraná de combater a gripe aviária

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Exercício simulado vai avaliar capacidade do Paraná de combater a gripe aviária

O simulado vai acontecer entre os dias 24 a 31 de julho e vai envolver diversos órgãos dos governos estadual, federal, municipais
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A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento está divulgando uma nota técnica, comunicando a realização de um exercício simulado para conter uma disseminação da gripe aviária no Paraná. O atendimento emergencial será iniciado a partir de uma constatação de um foco de gripe aviária numa propriedade avícola localizada no município de Sabáudia, região Norte do Paraná. O simulado vai acontecer entre os dias 24 a 31 de julho e vai envolver diversos órgãos dos governos estadual, federal, municipais.

A operação será acompanhada por especialistas auditores internacionais que vão avaliar a capacidade do serviço de sanidade agropecuária e da Defesa Civil do estado em dar uma resposta rápida à uma situação de emergência em função dessa enfermidade.

De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Silmar Bürer, a gripe aviária é uma zoonose transmissível dos animais para o homem e tem elevado índice de mortandade. Ele alerta que os casos de gripe suína que estão acontecendo no País, “praticamente representam bem pouco perto do que pode acontecer se realmente o Brasil tiver a incidência da gripe aviária”, alertou.

Segundo o médico veterinário Marco Antonio Teixeira Pinto, chefe da Divisão de Sanidade Animal da Seab, serão envolvidas cerca de 177 pessoas no simulado e durante os oito dias haverá muito trânsito de carros oficiais (carros de polícia, Defesa Civil, fiscalização agropecuária e outros), nas regiões de Apucarana, Londrina e Maringá, que serão mobilizadas para o exercício, o que deverá chamar a atenção da população.

Outro alerta dos técnicos do Defis, é que toda a operação será estabelecida como se existisse realmente a enfermidade. Portanto, não será permitido o ingresso na área focal e o atendimento à imprensa será feito num posto determinado para isso.

O exercício simulado envolve o estabelecimento de um cenário, onde a partir de uma propriedade de Sabáudia será detectado o foco. Os técnicos irão delimitar a área focal e de vigilância, serão montadas as barreiras para controle de trânsito para evitar a contaminação das pessoas, enfim será uma operação que irá alterar o cotidiano das pessoas das regiões envolvidas.

Bürer explicou que a realização do exercício simulado é uma recomendação dos organismos internacionais de sanidade animal e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento. O simulado será feito em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) – PANAFTOSA.

O simulado já foi comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e consta no site da instituição no endereço www.oie.int. O objetivo é informar ao mundo que o caso está sendo tratado como exercício e treinamento e não como suspeita, para não provocar prejuízos econômicos ao País.

O Paraná foi escolhido para sediar esse simulado em função de sua liderança na produção e exportação de aves. O Estado é o maior produtor de carne de frango e o segundo maior exportador com uma participação de 26% na produção nacional de carne de frango e de quase 25% no faturamento obtido com a atividade no País.

Além disso, o Estado obteve o melhor conceito do País no plano de regionalização da avicultura. Em função de toda essa estrutura existente o Ministério da Agricultura preparou o Paraná e o Estado aceitou para testar sua capacidade de responder a um possível plano de contingência e saber na prática se ele funciona ou não, inclusive com o crivo de observadores internacionais que estarão presentes em toda a operação.

Operação semelhante sobre peste suína já foi realizada no Rio Grande do Sul, há cerca de duas semanas e outra sobre febre aftosa será realizada no estado do Mato Grosso do Sul no mês de agosto.


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