Expansão de usinas puxa as vendas de máquinas em MS

Agronegócio

Expansão de usinas puxa as vendas de máquinas em MS

As vendas registram reflexos positivos do desempenho do agronegócio no Estado
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As vendas sul-mato-grossenses de retroescavadeiras, pá carregadeiras, tratores de esteira e demais maquinários de construção já registram os reflexos positivos do melhor desempenho do agronegócio no Estado e da expansão das atividades sucroalcooleiras.

Somente a marca de maquinários líder de mercado em MS, a Case, com cerca de 30% de participação no total das vendas, estima aumento de 20% na demanda pelos equipamentos de construção em função, principalmente, da instalação de usinas no Estado.

De acordo com o gerente comercial da Tork MS, José Baptista Sobrinho, que revende máquinas Case no Estado, o mercado sul-mato-grossense está crescendo e já há aumento na procura pelas máquinas. "O agronegócio em MS é muito promissor e a sinalização de investimentos em obras de infra-estrutura em geral, da iniciativa privada e dos governos municipais e Estadual, impulsiona esta demanda", afirma.

Na noite da dessa quinta-feira (21-06) a Case lançou a nova série de retroescavadeiras 580M em evento em Campo Grande, apostando na alta das vendas do segmento. Hoje, a Case é líder no segmento de retroescavadeiras no País, com média de 40% no mercado nacional e, de acordo com o diretor comercial da marca para todo o Brasil e Mercosul, Roque Reis, as vendas totais de máquinas para construção em 2006 foram de 7,2 mil unidades no País, considerando todas as marcas existentes, e devem passar para 9 mil unidades neste ano. Segundo ele, as projeções são satisfatórias ao segmento já que as vendas eram de apenas de 4 mil a 5 mil unidades em 2004 e praticamente tendem a dobrar se a expectativa de 9 mil máquinas vendidas for alcançada, neste ano, no País.

Em Mato Grosso do Sul, Roque Reis explica que as vendas estão acompanhando o crescimento nacional e a representatividade agrícola favorece as comercializações das máquinas, diante da melhora gradativa no campo. "Em 2004, quando o agronegócio estadual estava em alta, MS chegou a representar 2% das vendas nacionais de máquinas, mas caiu para 1% desde 2005 em função da crise do setor. No entanto, notamos que o mercado está reagindo este ano".

Para o diretor comercial, depois de São Paulo, o Estado de MS é o mercado mais interessante no que tange à expansão sucroalcooleira, o que puxa investimentos e, consequentemente, investimentos em máquinas, em função da construção, por exemplo, de usinas e estradas. "Sabemos de muitos projetos de usinas, sendo que cerca de 20 indústrias já estão em implantação no Estado: esse cenário já está gerando negociações de pás carregadeira para prestadores de serviços que atendem às usinas, já que as indústrias terceirizam a manutenção das estradas", disse.

Em 2003, foram vendidas cerca de 70 máquinas de construção em Mato Grosso do Sul; em 2006, foram 103 máquinas; e até o mês de abril deste ano já foram comercializadas 36 máquinas, considerando todas as marcas. "Acredito que o mercado está respondendo positivamente e tende a ‘bombar’ nos próximos dois anos, impulsionado por um crescimento econômico mais estável em todos os Estados", finalizou Roque Reis.


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