Exportação de frutas começa no RN
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Agronegócio

Exportação de frutas começa no RN

Auge da safra de frutas ocorre entre os meses de outubro e fevereiro
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O Rio Grande do Norte dará início ao ciclo de exportações 2010 neste final de semana. O navio francês Marfret Guyane atracará no porto de Natal hoje(21) para dar início ao carregamento de frutas rumo à Europa. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) estima um incremento de 20% em relação ao volume de contêineres embarcados no ano passado. As melhorias realizadas no Porto contribuirão para o aumento no índice da pauta de produtos exportados pelo estado.

Adriano AbreuCMA CGM é uma das responsáveis pela exportação de produtos através de navios pelo portoCMA CGM é uma das responsáveis pela exportação de produtos através de navios pelo porto
O auge da safra de frutas ocorre entre os meses de outubro e fevereiro. Até o final da safra,  27 embarques estão programados, sendo um por semana. A produção de frutas a serem exportadas vêm de cidades localizadas no Vale do Açu e região Oeste. Os itens embarcados incluem: banana, melão, melancia, uva, mamão e caju.

Em 2009, houve uma movimentação de 10 mil contêineres no porto de Natal. Para este ano, a expectativa é que o volume aumente em 1 mil contêineres após os serviços de ampliação da pista do porto. O crescimento vertical possibilitou a ampliação da retro-área (área destinada às operações de carga e descarga das carretas), local onde se empilham as caixas metálicas que chegam das fazendas produtoras de frutas.

Após a reforma, a área de carga e descarga funcional do porto chegou a 31 mil metros quadrados. Ou seja, o triplo do espaço que os trabalhadores tinham até antes da ampliação da pista. Além disso, novos produtos foram adquiridos para dar agilidade ao processo de carregamento dos navios. Mais uma balança foi comprada, o que facilita a liberação das carretas.

Os portões sul, norte e central do porto estão disponíveis para a entrada e saída dos carregamentos. Com isso, estima-se que o tempo compreendido entre o preenchimento da documentação até a liberação da carga pós-descarregamento seja reduzido. Objetiva-se a otimização da logística, acima de tudo.

O número de máquinas para movimentação de cargas subiu de duas para três. Elas funcionam como empilhadeiras que descarregam os contêneires das carretas e empilham numa área próxima ao navio, para que dali o guindaste leve a caixa até o navio.

No Rio Grande do Norte, a união das empresas CMA CGM Group e Marfret, originou a Join Venture que se encarrega de viabilizar a saída semanal dos navios rumo à Europa. A viagem do porto de Natal ao porto de Rotterdam na Holanda, dura em média 12 dias. A empresa CMA CGM Group é dona do terceiro maior navio cargueiro do mundo.

A previsão de saída do navio para a Europa é o domingo pela manhã. O carregamento será feito durante todo o dia de hoje e na madrugada do domingo. Após a conclusão dos serviços de carregamento e conferência dos documentos do navio e da carga, o cargueiro estará liberado para partir.

Vendas do melão sofrerão queda de 10%

Com o fim da produção de melão no Ceará pela empresa Del Monte, o presidente do Comitê Executivo de Fitossanidade (Coex), Wilson Galdino, prevê uma queda de 10% na exportação da fruta que também sai pelo Rio Grande do Norte. “A Del Monte produz hoje apenas banana e abacaxi. A exportação do melão será afetada pelo fim da produção pela empresa”.

Segundo Galdino, a Del Monte decidiu parar a produção de melão devido às sucessivas quedas do dólar no ano passado, estendendo-se até 2010. Além disso, uma diminuição do consumo nos países importadores influenciou na decisão. No Rio Grande do Norte,  a produção de banana nanica pela empresa ocupa uma área de mil hectares no Vale do Açu.

Reforma

Visando um aumento das exportações a partir de 2010, o governo financiou, junto com parceiros, uma reforma no porto de Natal. Galdino analisa as melhorias positivamente. “As mudanças foram e são importantes. Precisamos continuar evoluindo e o governo precisa investir mais no porto”. Apesar da ampliação para mil metros quadrados de área para carga e descarga, as empresas de navegação preferem o porto de Pecém, no Ceará. A eficiência dos serviços prestados naquele porto são um dos fatores que despertam o interesse das empresas de navegação.

“A liberação de cargas, a logística do porto num todo se sobressai em relação ao RN”, enfatiza Galdino. Ele complementa que  o ano de 2010 será difícil para a cultura do melão, um reflexo da queda do dólar. Os produtores apostarão, a partir de agora, no mercado de consumo nacional.


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