Exportação de frutas no Nordeste começa a recobrar fôlego

Agronegócio

Exportação de frutas no Nordeste começa a recobrar fôlego

No Rio Grande do Norte, aumentaram os negócios com o melão
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Depois da queda nas vendas por conta da crise mundial, aos poucos a exportação de frutas no Nordeste começa a recobrar o fôlego. No Rio Grande do Norte, o número de negócios com o melão aumentou.

Os 20 pequenos produtores rurais da Cooperativa de Desenvolvimento Agroindustrial Potiguar de Mossoró. Agora, podem respirar um pouco mais aliviados. A safra de melão deste ano da cooperativa, de cerca de 420 toneladas, já foi praticamente toda vendida para uma empresa holandesa.

“É um negócio mais seguro. Como é um negócio de contrato, com tudo assinado, a gente está mais firme e tem uma renda melhor”, disse o agricultor Francisco de Oliveira.

O contrato firmado durante a última feira internacional da fruticultura tropical de Mossoró é de R$ 240 mil. É um valor 60% maior se comparado ao volume de exportações de todo o ano de 2008 da cooperativa.

Hoje, com a expansão dos negócios, os produtores, como seu Jaires Oliveira, trabalham para obter os certificados de qualidade, exigidos pelos novos clientes internacionais.

“Sabemos que o comércio é muito exigente fora. Estamos passando por várias certificações, vendo também a questão de meio ambiente e de qualidade do produto. Isso para a gente é de suma importância”, disse Oliveira.

Além da cooperativa de Mossoró, pequenos fruticultores do Rio Grande do Norte também conseguiram fechar contratos de exportação para países da Europa, da América do Norte e da América Latina.

A expectativa é a de que estes novos contratos também possam melhorar o cenário das exportações de fruta do Rio Grande do Norte, que anda no vermelho ultimamente. Segundo a Secretaria Nacional de Comércio Exterior, o volume de vendas do setor para o mercado internacional caiu de 239 mil toneladas em 2007 para 158 mil toneladas em 2008. A queda fez com que o Estado perdesse o título de maior exportador nacional de frutas para o Ceará.

“Isso sinaliza um pouco a reação do mercado. A gente acredita que isso vá efetivamente trazer bons resultados para a economia tanto do Rio Grande do Norte como do Nordeste”, falou Franco Marinho, gestor do Projeto de Fruticultura no Sebrae.

Segundo a Secretaria Nacional de Comércio Exterior, o Ceará exportou no ano passado 33 mil toneladas de frutas a mais que o Rio Grande do Norte.


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