Agronegócio

Exportações batem recorde no Porto de Cáceres (MT)

A expectativa é que a movimentação com grãos de soja atinja 206 mil toneladas até o final deste ano
Por: -Clarice Navarro Diório
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As exportações de soja realizadas via porto fluvial de Cáceres, a Oeste de Cuiabá (MT), serão recordes neste ano. Está previsto um crescimento de 66% em relação aos embarques efetuados em 2005 e de 38%, em relação ao saldo realizado em 2004. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Unidade de Agropecuária de Cáceres (250 quilômetros de Cuiabá).

Segundo o fiscal federal Natanael Ferrarezi, chefe da Uvagro/Cáceres, “a quebra de recorde nas exportações pelo porto fluvial local” virá de uma movimentação de grão de soja que deverá atingir neste ano 206 mil toneladas (t), o que significará um aumento de 66% em relação as 124,11 mil/t embarcadas no ano passado e de 38,7% em relação a 2004, quando foram exportadas 148,51 mil toneladas.

A soja mato-grossense exportada por Cáceres é oriunda das lavouras da região de Cáceres, onde o volume de plantio vem crescendo e também do Médio Norte estadual, região responsável por cerca de 30% da produção de grãos do Estado. O destino dos embarques é a esmagadora boliviana Gravetal Bolívia – Planta Gravetal.

A soja é transportada por barcaças pelo rio Paraguai pela Cinco – Serviço de Navegação Bacia da Prata – por um percurso de mais de 800 quilômetros até Puerto Suarez na Bolívia.

Os terminais de Cáceres são administrados pela empresa Docas de Mato Grosso. Este ano, o principal exportador foi a empresa Granule Exportadora e Importadora Ltda., seguido pela Fiagril Agromercantil Ltda., e, individualmente, por vários produtores rurais do Médio Norte mato-grossense.

Ferrarezi explica que o volume de exportações pelo porto deverá atingir este ano cifras de US$ 35,8 milhões, número 65,6% superior a 2005 quando foram contabilizados US$ 21,61 milhões, já levando em consideração a desvalorização do dólar em relação ao real. A variação média da moeda norte-americana ficou entre R$ 2,10 e R$ 2,20.

A Uvagro/Cáceres é responsável pela Certificação Fitossanitária da soja brasileira nesta fronteira Brasil/Bolívia. Ferrarezi frisa que as exportações fluviais, partindo de Cáceres, atendem às exigências ambientais do ecossistema pantaneiro, com total monitoramento via satélite. Além do Mapa, o processo é acompanhado pela Receita Federal, Marinha, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvista), Ibama e Secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema).

Responsável pela Vigilância Agropecuária Internacional na fronteira Brasil/Bolívia para os países andinos e Mercosul, a Uvagro/Cáceres atua na fiscalização do cumprimento das exigências estabelecidas para o trânsito internacional para fins de desembaraço aduaneiro na importação ou na exportação, aplicando medidas de apreensão, interdição ou destruição animal, vegetal, partes de vegetais, de seus produtos e derivados passíveis de propagação de agentes de doenças ou pragas que constituam ameaça à agropecuária nacional.

Balanço 2006 - Este ano, até agora, foram emitidos 93 Certificados Fitossanitários de Exportação, 22 Autorizações de Exportação de Agrotóxicos e 71 Autorizações de Despacho para Importação pelo Brasil de produtos bolivianos, pelo Posto de Fronteira Corixa, principalmente para madeira bruta (pau-ferro, aroeira) e madeira serrada (cerejeira, pau-ferro, ipê, cabreúva), além de feijão em grãos, totalizando aproximadamente U$ 900 mil em 2006.

Ferrarezi considera que, com base no volume exportado, fica claro a viabilidade de exportações de soja pelo porto fluvial e a importância econômica desse modal para Mato Grosso.

Engenheiro agrônomo, o fiscal atua em Cáceres como o elo entre o setor público e o privado no complexo soja na fronteira Brasil/Bolívia. "Apesar da importância comprovada, falta infra-estrutura e material humano, pois é grande o volume de trabalho para um só fazer", revela.

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