Exportações brasileiras de café voltaram a subir em 2018 com a safra recorde

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Exportações brasileiras de café voltaram a subir em 2018 com a safra recorde

Café arábica salienta-se nas exportações brasileiras, com 29 milhões de sacas vendidas ao exterior em 2018
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A presença do café brasileiro, líder mundial, continua forte nos mais diversos continentes. Em 2018, com a maior safra registrada pelo produto no Brasil, a exportação do País voltou a patamares elevados, atingindo 35,23 milhões de sacas de 60 quilos, crescimento de 13,9% sobre o ano anterior, de acordo com os levantamentos do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Já a receita cambial caiu (3%), em consequência da maior oferta e da recuperação dos estoques globais. Para o novo ano e para os próximos, a perspectiva é de manter boa performance.

O café arábica salienta-se nas exportações brasileiras, com 29 milhões de sacas vendidas ao exterior em 2018, mas o tipo robusta (conilon) teve grande impulso no período (738%). “Constata-se a recuperação da seca e da estiagem que atingiram as lavouras de café robusta em anos anteriores”, segundo o Observatório do Café, do Consórcio de Pesquisa do setor, coordenado pela Embrapa Café. A mesma fonte enaltece o incremento na venda externa de ítens diferenciados (21,3%), que corrobora resultados de pesquisa sobre “melhoria significativa da qualidade dos cafés do Brasil”.

Entre 123 países compradores, os Estados Unidos continuam sendo o principal destino do café brasileiro, tanto o geral quanto o diferenciado, seguido de perto pela Alemanha. Em termos continentais, a Europa lidera as compras, com 53% do total, sem alteração sobre o ano anterior, mas  a América do Norte aumentou em 2% a participação, enquanto a Ásia e a América do Sul ampliaram em 1%. Na Europa, porém, chamou atenção  o aumento de 98,6% na importação do Reino Unido. Na Ásia, o avanço nas compras atingiu 16% e, em particular, os embarques para os chineses aumentaram 162%, o que revela o potencial da região e anima o setor.

Ao avaliar “a recuperação fantástica” nas exportações de 2018, Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, manifestou confiança em 2019, com a possibilidade de “resultados ainda melhores e de bater novo recorde” (o maior volume exportado até agora foi registrado em 2015, com 37 milhões de sacas). Ele enfatiza que o café brasileiro não só é líder, mas “o mais sustentável do mundo, e tem na estrutura de sua cadeia cafeeira condições de sustentar esta performance”. Junto com Marcos Matos, diretor geral e Lilian Vendrametto, gestora de sustentabilidade, menciona ações socioambientais, como Programas Café Seguro e Produtor Informado, e novas iniciativas que pretendem implementar na área.

MUNDO TOMA MAIS CAFÉ

O Cecafé destaca previsões em nível mundial de aumento no consumo do produto, numa média de 2% ao ano, podendo chegar a 170 milhões de sacas até 2020. Entre 2012 e 2018, o acréscimo anual na demanda atingiu 2,2%, com maior intensidade na Ásia e na Oceania (4,2%) e na África (2,7%). A participação do líder Brasil nas exportações globais passou de 25,7% para 28,1% neste intervalo, segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC), e, na opinião do presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, “o café brasileiro deverá atender 40% do mercado global em poucos anos, oferecendo produto com total segurança e qualidade, graças à sua alta competência e ao foco na sustentabilidade”.
 


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