Exportações brasileiras de mel crescem com boas perspectivas
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Agronegócio

Exportações brasileiras de mel crescem com boas perspectivas

Os aumentos foram de 7,9%, 14,1% e 30,3%, nos meses de junho, julho e agosto
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Nos últimos três meses, vendas ao exterior cresceram em comparação com o mesmo período de 2009, ano considerado recorde para o setor

As exportações brasileiras de mel vêm crescendo continuamente nos últimos três meses em valor e volume em comparação com o mesmo período de 2009, ano considerado recorde para o setor. Os aumentos foram de 7,9%, 14,1% e 30,3%, respectivamente, nos meses de junho, julho e agosto. No mês passado, as exportações alcançaram o valor de US$ 4.884.589 e volume de 1.689.093 quilos. Em agosto de 2009 esses números foram de US$ 3.747.484 e 1,48 mil quilos, respectivamente.

O coordenador nacional da Carteira de Apicultura no Sebrae, Reginaldo Rezende afirma que o Brasil tem todas as condições para manter esse ritmo e tornar-se o maior exportador de mel do mundo.

Em agosto, o preço médio do mel, US$ 2,89/kg, foi ligeiramente superior aos US$ 2,88/kg pago no mês anterior, e bem superior aos US$ 2,54/kg pagos em agosto de 2009. O Nordeste foi responsável por mais da metade (51,9%) das exportações, com 877,30 toneladas e uma receita de US$ 2,52 milhões.

Mercado interno

O Piauí assumiu a liderança, com vendas de US$ 1.426.660, respondendo sozinho por mais de um quarto da receita das exportações brasileiras (29,2%). O Estado de São Paulo foi o segundo colocado com US$ 1.134.131, seguido do Ceará, com US$ 790.938.

“O Brasil é o 11º produtor mundial de mel e o 9º maior exportador do alimento. O nosso País tem tudo para ser o maior exportador de mel do mundo. Porém, para isso, é preciso fortalecer seu mercado interno e aumentar o consumo do alimento pela população, a exemplo do que já aconteceu com o café e a carne bovina. O brasileiro consome pouco mel”, afirma Reginaldo Rezende.

Ele lembra que, segundo informações de 2008 do IBGE, o brasileiro consome, em média, 103 gramas de mel por ano, um dos índices mais baixos do mundo. “Nos países desenvolvidos o consumo é de mil gramas anuais por pessoa”, compara.

Reginaldo reitera, contudo, que o Brasil vai assumir cada vez mais uma posição de destaque no mercado internacional. “Temos diversos motivos para acreditar nesse crescimento. Trabalhamos com a abelha africanizada, animal que faz o controle natural de doenças, o que dispensa o uso de antibióticos. Temos um pasto apícola que nos permite ter produção de mel durante os 12 meses do ano. Outra vantagem é que cada vez mais jovens e mulheres estão se inserindo no setor, ao contrário do que vem acontecendo na Europa. Também trabalhamos com maquinário atualizado, com uma base científica avançada e entrepostos modernos”, disse.

Destino das exportações

Em agosto de 2010, os Estados Unidos continuaram sendo o nosso principal mercado, com importações de US$ 2.495.150, absorvendo 51,1% do mel brasileiro, ao preço de US$ 2,82 por quilo. A Alemanha foi o destino de 33,7% das exportações nacionais, com US$ 1.645.682, ao preço de US$ 2,97 por quilo. O Reino Unido foi o terceiro mercado, absorvendo 7,9% do mel brasileiro, US$ 169.647, ao preço de US$ 2,81 por quilo. O melhor preço foi pago pela Holanda, US$ 3,10 por quilo, com importações de US$ 127.832 de mel do Brasil.


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