Exportações da Paranapanema devem alcançar US$ 1 bilhão

Agronegócio

Exportações da Paranapanema devem alcançar US$ 1 bilhão

Este valor representa um aumento de cerca de 60% ante o apurado em 2005
Por: -Luciana Collet
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As exportações da Paranapanema, holding de mineração e metalurgia que controla as empresas Caraíba Metais, Mineração Taboca, Eluma e Cibrafértil, devem alcançar US$ 1 bilhão neste ano, um aumento de cerca de 60% ante o apurado em 2005. As vendas externas vão representar quase 50% do total de cerca de US$ 2 bilhões de faturamento que o grupo deve registrar. "Não fosse o cambio atual, teríamos exportado mais", disse o presidente da Paranapanema, Geraldo Haenel. Em 2005, as exportações também responderam por cerca de 50% do faturamento, de US$ 1,4 bilhões.

O crescimento da receita com exportações está relacionado com o aumento do preço dos metais no mercado internacional. A cotação do estanho na Bolsa de Metais de Londres (LME) tem registrado alta histórica este ano e atingiu novo recorde de US$ 11.050 a tonelada, na última sexta-feira. Já os preços do cobre para entrega em três meses foi comercializado ontem a US$ 6.841 a tonelada na LME. No ano, acumula valorização de mais de 50%.

Além do bom comportamento dos preços dos metais, Haenel destacou o aumento do volume de exportações. Segundo o executivo, do total de 232 mil toneladas de cobre processado pela Caraíba, cerca de 65% são exportados. "Em 2002 eram 30%", disse. Na Eluma, que fabrica tubos, laminados, barras, arames e conexões de cobre e ligas de cobre, a exportação passou de 2%, há quatro anos, para 25% em 2006. Já na Taboca praticamente 100% da produção, que este ano ficará em 5 mil toneladas, é exportada.

Diante deste quadro, o grupo coloca o mercado externo como um dos pilares de seu plano estratégico, hoje em elaboração. Haenel não antecipou detalhes do plano, embora já tenha concluído os trabalhos para a Caraíba e a Eluma. Mas não esconde a intenção em se consolidar no exterior, onde a demanda cresce acima da registrada no Brasil. "O mercado interno cresce pouco", disse, sem citar valores.

O foco central das ações externas não deve ser muito diferente da composição de destinos atual, em que as regiões América do Norte e Europa respondem, cada uma, por 35% das vendas externas do grupo, comprando principalmente cobre, estanho e latão. A América Latina responde por 15% das exportações, principalmente com compras de fertilizantes. Os demais destinos, incluindo China, Oriente Médio e Leste Europeu, respondem pelos 15% restantes, com destaque para as vendas de ligas metálicas de ferro-nióbio e tântalo, usadas como matérias-primas para setores como o de telefonia. Segundo Haenel, o grupo já está nos principais mercados e a médio prazo a composição dos principais consumidores não deve mudar, a despeito do crescimento das economias asiáticas.

A China, que hoje é o maior consumidor de estanho, por exemplo, com 123 mil toneladas, também é o maior produtor de refinado do metal, com previsão de produção de 139,7 mil toneladas neste ano. Apesar de querer ampliar a atuação no mercado exterior, o plano estratégico não deve contemplar, pelo menos no médio prazo, a abertura de escritórios comerciais em outros países. Ao contrário, o escritório comercial da Paranapanema International em Rode Island (EUA) deve ser fechado em fevereiro próximo, permanecendo apenas a área de distribuição. "Hoje os sistemas de telefonia permitem manter as vendas centralizadas no Brasil, até porque as decisões finais são feitas aqui", justificou, acrescentando que o fechamento das operações de venda nos EUA resultarão em uma economia de US$ 300 mil por ano.

Investimentos:

Para apoiar o crescimento das vendas, a Paranapanema também está investindo em "desgargalamentos" de produção. Na Taboca, cuja produção de estanho caiu 8 mil toneladas em 2003 para os 5 mil este ano, já foram investidos US$ 60 milhões no projeto Rocha Sã, no Amazonas, que substitui a antiga mina de aluvião da empresa. Outros US$ 40 milhões estão sendo investidos em nova fase de ampliação para 10 mil toneladas/ano.

Na Caraíba, a meta é ampliar em cerca de 30% a capacidade de produção de estanho, para 280 mil toneladas anuais até 2009. Para tanto estão sendo investidos US$ 110 milhões - dos quais cerca de US$ 40 milhões já foram feitos.

Haenel disse que o grupo chegou a planejar um aumento para 320 mil toneladas anuais, mas para isso seria necessária uma nova fábrica de sulfatados, o que exigiria um investimento adicional de mais US$ 55 milhões.

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