Exportações de carne bovina caem pelo quinto mês consecutivo em novembro e ameaçam ficar abaixo de 2015

Agronegócio

Exportações de carne bovina caem pelo quinto mês consecutivo em novembro e ameaçam ficar abaixo de 2015

O porto de Barcarena (PA) movimentou 3,9% das cargas e o de Rio Grande (RS), 3,2%
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Em novembro, pelo quinto mês consecutivo, as exportações brasileiras totais de carne bovina in natura e processada apresentaram redução de volume e receita, confirmando a tendência de que o país vai apenas repetir ou ficar um pouco abaixo do desempenho de 2015, ano em que as vendas também caíram frente aos recordes de 2014. Pelos números finais divulgados no final da semana pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços através de sua Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e compilados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), o resultado do penúltimo mês do ano foi de uma comercialização de apenas 95.668 toneladas contra 122.038 toneladas registradas em 2015. Ou seja: uma queda de 22% no volume. Nas receitas o tombo também foi significativo: em 2015 elas alcançaram a US$518,2 milhões e em 2016 foram de US$409,6 milhões, ou 21% menores.

No acumulado do ano, segundo a ABRAFRIGO, as exportações registram uma leve alta de 1% no volume em relação a 2015, em função dos bons resultados do início de 2016 que chegaram a criar uma expectativa de que o Brasil voltaria a se aproximar do seu recorde de exportações no setor. De janeiro a novembro a soma alcançou 1 milhão e 241 mil toneladas comercializadas no exterior frente à 1 milhão e 232 mil toneladas em 2015. Nas receitas, no entanto, a redução é de 7% com US$ 4,9 bilhões contra os US$ 5,2 bilhões registrados em 2015. Para se ter uma ideia de como as expectativas do setor foram frustradas, em 2014 o Brasil exportou 1 milhão 545 mil toneladas de carne bovina in natura e processada e obteve uma receita recorde de US$ 7,1 bilhões.

Com aquisições de 37.750 toneladas em novembro a China continua a registrar crescimento nas importações do produto brasileiro, realizadas através da cidade estado de Hong Kong e também da China continental, e já é responsável por 33,3% das vendas do país. Até novembro estas importações alcançaram a 412.750 toneladas com receitas que somam a US$ 1,56 bilhão. Entre os dez maiores clientes do Brasil, o Egito (-4,6%), a Rússia (-24,2%), o Irã (-5,3%), Itália (-7,8%) e Venezuela (-74,3%) apresentaram queda nas importações. Além da China, que vem garantindo pelo menos resultados iguais aos do ano passado para o setor com elevado crescimento nas suas aquisições, os Estados Unidos (7,4%), Chile (26%), Países Baixos (9,5%), Reino Unido (8,1%) e Arábia Saudita, que voltou a comprar do Brasil apenas neste ano, apresentaram elevação nas suas importações.

Na movimentação destas exportações, o porto de Santos (SP) representou 49,8% dos embarques; os dois portos de Santa Catarina, São Francisco do Sul e Itajaí movimentaram respectivamente 14,9% e 6,4% enquanto que Paranaguá (PR) atingiu a 7,2%. O porto de Barcarena (PA) movimentou 3,9% das cargas e o de Rio Grande (RS), 3,2%.

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