Exportações de lácteos apresentam crescimento de 52%
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Agronegócio

Exportações de lácteos apresentam crescimento de 52%

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"O aumento nas exportações de produtos lácteos é em razão da competitividade do Brasil no mercado internacional", comentou Rodrigo Sant´Anna Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite (CNPL) da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sobre o incremento de 52,2% nas vendas externas do setor no mês de outubro em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com dados da CNPL, entre janeiro e outubro, os produtores brasileiros exportaram 31,1 mil toneladas de produtos lácteos, o que representa um aumento de 1,9% sobre as 30,5 mil toneladas enviadas ao mercado internacional em 2002. No mês passado, foram comercializadas 4,1 mil toneladas de lácteos brasileiros no exterior.

Conforme lembrou Alvim, desde 2001, as indústrias de lácteos optaram em buscar compradores no exterior como um caminho para escoar a produção. "Em 2001, exportamos US$ 25 milhões, no ano passado foram US$ 40 milhões, o que indica que nosso produto é tem grande receptividade no exterior", disse.

Para 2003, mesmo com a forte queda registrada no primeiro trimestre do ano, o presidente da CNPL acredita que o volume exportado poderá ultrapassar o total comercializado no ano passado. "Como não temos condições de subsidiar as vendas internas, estamos nos firmando no mercado internacional. Acabamos de vencer uma concorrência da Organização das Nações Unidos (ONU) para exportar para o Iraque", acredita.

Rodrigo Alvim ressaltou que a tendência de aumento das exportações de lácteos começou a ser constatada em julho. Ele destacou que ao mesmo tempo em que cresceram os negócios internacionais, diminuíram as importações do setor, que entre janeiro e outubro responderam por 71,2 mil toneladas adquiridas, o que corresponde a uma queda de 60,4% na comparação com o mesmo período de 2002.

Segundo o executivo, atualmente, o produto lácteo brasileiro mais exportado é o leite condensado, seguido pelo leite em pó. O Brasil negocia com mais de 30 países do mundo, com destaque para a Arábia Saudita, Norte Africano e Venezuela. "O próximo passo do setor é entrar no México, considerado o maior importador mundial de lácteos e na China, que está desenvolvendo um projeto para aumentar o consumo de lácteos e melhorar os hábitos alimentares da população. Já recebemos uma missão chinesa que se interessou nos produtos nacionais e o canal de negociação foi aberto", afirmou.

Produção - No exterior, o Brasil é o sexto maior produtor de leite com 20 bilhões de litro/ano, possui o segundo maior rebanho produtivo, com aproximadamente 18 milhões de cabeças, perdendo apenas para a União Européia (UE) e é líder no número de produtores, com 1,2 milhão.

No entanto, com relação a análise da produtividade brasileira em relação aos seus concorrentes diretos na produção mundial, o Brasil possui a mais baixa produção média litros/dia por produtor com 47 litros frente, por exemplo, aos seus concorrentes no Mercosul, a Argentina com produção média de 1.091 litros/dia/ por produtor e o Uruguai com produção média de 774 litros/dia por produtor. Possui também o menor faturamento mensal, cerca de US$ 315 por produtor, contra US$ 6.968 por produtor da Argentina e US$ 4.179 por produtor do Uruguai. Apresenta uma balança comercial deficitária no setor da ordem de US$ 207 milhões.

Para tentar reverter o quadro atual, o setor instalou na última semana a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados, que objetiva estruturar a área de laticínios, com a busca do equilíbrio entre oferta e demanda, além de uma renda adequada aos produtores e um produto de qualidade para os consumidores.

"Com isso, esperamos que o setor cresça, produza mais e que possamos conquistar novos compradores para os produtos brasileiros no exterior. Para sermos um player no mercado internacional temos que ter grande quantidade de produtos de qualidade para vender", concluiu.


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