Exportações têm segundo melhor desempenho da história
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Imagem: Eliza Maliszewski
AGRONEGÓCIO

Exportações têm segundo melhor desempenho da história

A soja foi o principal produto exportado pelo país
Por: -Eliza Maliszewski

Informações divulgadas pelo Insper Agro Global mostram que as exportações do agronegócio brasileiro em 2020 tiveram o segundo maior desempenho da série histórica. Os números se baseiam em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta semana.

As exportações de 2020 alcançaram US$ 100,8 bilhões, com um crescimento de 4% em relação à 2019. “Com isso o setor demonstra a resiliência durante a pandemia e o papel de maior protagonismo na segurança alimentar global”, aponta o instituto.

 O bom desempenho do agronegócio brasileiro é explicado por fatores como o impacto da desvalorização do Real, a resiliência da cadeia logística e de suprimentos, a maior demanda chinesa em função da crise de Peste Suína Africana (PSA) e o surpreendente aumento de demanda por commodities na maioria dos países emergentes e em desenvolvimento.

A soja foi o principal produto exportado pelo país. A commoditie atingiu embarques de US$ 35 bilhões em 2020. O Insper acredita que este desempenho se deve à recuperação do rebanho suíno na China após a PSA devastar mais de 40% e também à mudança no modelo de produção de suínos naquele país, com a substituição forçada da produção de “fundo de quintal” por fazendas com produção fechada e controlada. “Esta mudança levará a um aumento da demanda por soja e milho importados nos próximos anos” projeta.

Já no mercado de carnes, os impactos imediatos da PSA na demanda asiática por proteína animal e as novas habilitações de plantas produtivas para a exportação obtidas pelo MAPA contribuíram para o bom desempenho da proteína, principalmente em bovinos e suínos.

A exportação sucroenergética também surpreendeu e apresentou um forte crescimento de 61% em relação à 2019, superando US$ 10 bilhões em 2020. “Contribuiu para esse crescimento uma safra de cana-de-açúcar mais ‘açucareira’, estimulada pela maior demanda asiática após a quebra da safra da Tailândia”, diz o relatório.

Já em relação aos destinos das exportações, a China e Hong Kong foram os maiores responsáveis pelo crescimento dos embarques. O crescimento em 2020 foi de 9% em relação à 2019, atingindo US$ 36 bilhões em valor exportado, representando 36% do total. Também merece destaque pelo forte crescimento das exportações brasileiras, em relação a 2019, o Sudeste Asiático (+30%), o Sul da Ásia (+30%) e a África Subsaariana (+16%). Para a União Europeia, segundo maior destino, houve ligeira redução em relação à 2019. A maior redução foi para o Japão e a Coréia do Sul que recuaram 11%. Os países asiáticos como um todo compraram 13% mais. As exportações para os países desenvolvidos caíram 4%. 
 


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