Exportador rejeita soja transgênica em MT
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Agronegócio

Exportador rejeita soja transgênica em MT

Produtores de soja transgênica de MT estão tendo os grãos rejeitados por algumas tradings
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Produtores de soja transgênica de Mato Grosso estão tendo os grãos rejeitados por algumas tradings instaladas no estado. Essa segregação está ocorrendo principalmente na região do Parecis, segundo o presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), Elton Hamer. Isso porque nessa região, a maior parte da produção sai para ser exportada para a Europa, via Porto Velho e rio Madeira.

Segundo Hamer, nesses locais, os armazéns para soja convencional são separados dos específicos para o grão transgênico, a partir do teste padrão de transgenia, feito no momento do descarregamento. Ele relata que também na região do Médio Norte, como em Sorriso, também há tradings que não estão adquirindo soja geneticamente modificada.

Ele estima que cerca de 25% da área total de Mato Grosso seja transgênica e com sementes oficiais, percentual que foi de 5% na safra passada. Ele não soube precisar qual a participação da região de Parecis na produção transgênica, no entanto, afirma que é bem menor que em outras regiões, como a de Rondonópolis e Primavera do Leste, sul do estado.

Hamer afirma que esses produtores estão conseguindo vender para outros armazéns, no entanto, não soube precisar se por valores menores que os pagos pelo grãos convencional. No entanto, fontes do mercado informaram que os grãos convencionais já chegam a ter prêmios de até USS 10 dólares por tonelada, dependendo da tradição de plantio da região produtiva. Quanto mais raro o grão convencional, como na região Sul, maior o valor pago. Em regiões com maior oferta, o prêmio pode ficar a partir de USS 6 por tonelada, como no Centro-Oeste brasileiro.

De acordo com o presidente da Associação Brasileiras das Indústrias de Óleo Vegetal - Abiove - Carlo Lovatelli, o Brasil tem o melhor potencial para explorar o nicho da soja não-transgênica. Isso porque os maiores concorrentes, Estados Unidos e Argentina, já têm áreas 100% transgênicas. "O que precisamos é competência para segregar esses dois produtos, o que significa ter controle de armazenagem, do transporte e do rastreamento", avalia Lovatelli.


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