Exportadora Comexim estima safra brasileira de café em 32,4 milhões de sacas
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Agronegócio

Exportadora Comexim estima safra brasileira de café em 32,4 milhões de sacas

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(24/01/2003 - Coffee Break) -A Comexim Comissária Exportadora e Importadora divulgou sua estimativa de safra para 2003. De acordo com a empresa, a produção do período deverá chegar a 32,450 milhões de sacas. Esse volume é 32,54% menor que a estimativa da empresa para o ano safra anterior — 48,100 milhões de sacas. O total levantado é 9,16% maior que o aferido pelo Conab (Companhia Nacional do Abastecimento), que previu uma safra entre 27,725 e 29,727 milhões de sacas. Do total apurado pela Comexim, 23,200 milhões de sacas seriam de arábica e 9,250 milhões de conillon. A previsão indica uma produção de 14 milhões de sacas para Minas Gerais, sendo que o Espírito Santo deverá colher 7,750 milhões de sacas (6 milhões de arábica e 1,750 milhão de conillon). São Paulo, por sua vez, deverá produzir 3 milhões de sacas, contra 2,55 milhões de sacas de Rondônia e 2,2 milhões do Paraná. Segundo a empresa, o total de café disponível no Brasil em 1º de janeiro de 2003 seria de 37,400 milhões de sacas e se o cálculo excluir os estoques governamentais, tal número cairia para 32,100 milhões de sacas.

Liderança alemã —A Alemanha foi o principal importador dos Cafés do Brasil em 2002. De acordo com dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café Verde do Brasil), o país europeu registrou, no ano passado, a compra de 5.254.470 sacas de café verde (excetuando solúvel). Desse total, 5.002.350 sacas eram de arábica, 252.040 de conillon e 80 sacas de torrado e moído. Os Estados Unidos vêem logo a seguir, com a compra de 4.848.377 sacas, sendo 2.888.834 sacas de arábica, 1.943.501 sacas de conillon e 16.042 sacas de arábica. A Itália foi a terceira maior compradora do produto brasileiro no ano, com 2.291.887 sacas (1.946.763 sacas de arábica, 338.492 sacas de conillon, 6.632 sacas de torrado). O Japão vem a seguir, com 1.656.304 sacas compradas, sendo 1.557.614 de arábica, 97.631 sacas de conillon e 1.059 sacas de torrado e moído. A Bélgica, por sua vez, registrou, em 2002, a compra de 1.225.912 sacas, sendo 918.052 sacas de arábica e 307.860 sacas de conillon.

Solúvel —As importações do solúvel brasileiro em 2002 totalizaram 2.546.538 sacas em 2002. Os dados da Associação Brasileira de Café Solúvel e compilados pelo Cecafé indicam que os Estados Unidos foram os maiores compradores desse produto em 2002, com 424.404 sacas adquiridas. Logo a seguir aparece a Rússia, com 368.798 sacas. Outro país do leste europeu ocupa a terceira posição no ranking dos compradores do solúvel nacional. A Ucrânia adquiriu no ano passado um total de 324.602 sacas. O Japão, por sua vez, registrou a importação de 292.602 sacas, contra 287.997 sacas da Alemanha. A lista dos principais compradores de solúvel demonstra que é a partir desse tipo de café que o consumo de países que não têm a tradição do café começa a crescer. A Lituânia, por exemplo, adquiriu no ano um total de 79.476 sacas de solúvel, enquanto a Malásia importou 69.733 sacas e Mianmar 16.491 sacas. Esses países nem sequer figuram entre os importadores de café verde.

Torrado — Os números consolidados dos embarques brasileiros de 2002 demonstram que as remessas de café torrado e moído do Brasil continuam tímidas. No ano passado, foram embarcadas 69.050 sacas desse tipo de café. Um número interessante mostrado nos dados sobre as remessas de café torrado, diz respeito às compras da Colômbia. O segundo maior produtor mundial de café foi responsável, em 2002, pela compra de 61,19% do volume total dos cafés torrados brasileiros exportados, ou seja, 42.252 sacas. Os Estados Unidos, por sua vez, compraram 23,23% do total de torrado, 16.042 sacas.

Por tipo —Os cafés arábica, COB, do tipo 6 para melhor, com peneiras 17 abaixo e bebida dura figuram no topo da lista de exportações de café do Brasil em 2002. Cafés com essa especificação totalizaram 29,99% (7.631.616 sacas) do total de verde embarcado no ano — 25.450.513 sacas. De acordo com um relatório emitido pelo Conselho dos Exportadores de Café Verde, os cafés arábica, COB, tipo 6 para melhor, peneiras 17 e abaixo e com bebida dura/riada vêm a seguir. Em 2002, esse tipo de café respondeu por 16,47% do total dos embarques, ou seja 4.192.017 sacas. Os cafés mais finos, tipo 4 para melhor, tipo 6 duro, atingiram a marca de 3.281.765 sacas, ou seja, 12,89% do total exportado no ano.

Nova alta —A GCA (Green Coffee Association) divulgou os números relativos aos estoques de café dos Estados Unidos, no final de dezembro. No dia 31, os armazéns do país possuíam 5.719.633 sacas. Esse volume é 174.818 sacas maior que o registrado no final de novembro. O aumento está dentro do esperado pelos agentes de mercado. Do total aferido pela Associação, 2.688.190 sacas referiam-se a estoques certificados (aumento de 115.414 sacas) e 3.031.443 sacas a estoques não certificados (alta de 59.404 sacas). Esse foi o sétimo aumento seguido dos estoques do maior consumidor mundial. Nesses sete meses, o volume armazenado apresentou crescimento de 658.953 sacas.

Em bloco —O bloco formado por Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Peru e República Dominicana registrou queda nos embarques em dezembro. De acordo com informações da Anacafé (Associação Nacional de Café da Guatemala), o grupo produtor embarcou 1.998.056 sacas no período. Em dezembro do ano anterior, os países haviam registrado a remessa de 2.303.462 sacas (queda de 13,26%). No atual ano safra, iniciado em outubro, o bloco aferiu um total de embarque de 5.650.723 sacas. Esse volume é 8,41% menor que o registrado no mesmo período do ano safra 2001/02 — 6.169.954 sacas. A baixa nas remessas, segundo a Associação, se deve ao cenário internacional de preços baixos, que fez com que uma parte significativa dos produtores da região efetuasse tratos culturais deficientes.

China —O jornal chinês Shanghai Daily News informou que a gigante Starbucks planeja abrir 800 novas lojas na China, nos próximos cinco anos. De acordo com Xia Ling, diretora executiva da empresa na China, o plano é estabelecer as novas lojas em grandes e desenvolvidas cidades, nas quais já está se consolidando uma cultura do café, com o produto fazendo parte do estilo de vida de parte da população. A companhia está buscando se estabelecer em locais mais prósperos, visando, assim, não cometer os erros observados na cidade de Chengdu. A loja dessa localidade, que é capital de Sichuan, não teve o sucesso esperado, já que o nível de renda local não é tão alto como o verificado em cidades maiores. Para a abertura das novas lojas, a Starbucks terá 17 parceiros locais, que pagarão uma taxa de franquia que varia de 10 a 25 mil dólares, dependendo da região a ser implementado o estabelecimento. A Starbucks informou que as primeiras cafeterias a serem abertas serão nas cidades de Xinzhuang e Jinqiao.

Em destaque

* Os preços de café no varejo nos Estados Unidos apresentaram ligeira baixa em dezembro. De acordo com o Escritório de Estatística do governo americano, a média de preço no mês dos cafés torrados chegou a 2,838 dólares por libra, contra uma média de 2,882 dólares por libra de novembro, queda de 1,52%.

* A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia divulgou que o país registrou o embarque de 3,162 milhões de sacas na safra atual, iniciada em outubro. O volume é 12,12% menor que o aferido no mesmo período de 2001/02 — 3,598 milhões de sacas.Em dezembro, o país embarcou 1,217 milhão de sacas, 4,19% a mais que o registrado no mesmo mês de 2001 — 1,268 milhão de sacas.

Fonte: Coffee Break (www.coffeebreak.com.br)


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