FAEMG defende extensão de prazo do ZARC para Minas

Agronegócio

FAEMG defende extensão de prazo do ZARC para Minas

A reunião foi a perspectiva da safra do estado
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A importância de se estender o prazo do ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco Climático) para evitar prejuízos aos produtores de milho de Minas Gerais foi um dos principais assuntos discutidos pela Comissão Técnica de Grãos da FAEMG. Com os atuais critérios, que o ZARC se encerra em 31 de janeiro, os produtores mineiros ficam sem cobertura do seguro rural e, caso haja perda na safra, têm de arcar com os prejuízos. “É necessário que algumas regiões de Minas tenham o ZARC ampliado para até 10 de março, para garantir a cobertura do seguro rural e o acesso ao crédito”, diz o analista de agronegócios da FAEMG, Caio Coimbra.
 
Outro ponto da reunião foi a perspectiva da safra do estado. De acordo com o presidente da Comissão de Grãos da FAEMG, Claudionor Nunes de Morais, a primeira safra não deverá registrar problemas, se forem mantidas as previsões de chuva para Minas. Em relação ao milho safrinha, a área plantada no Triângulo será o dobro da de 2014. A expectativa é que a janela de plantio seja antecipada em 15 dias, sendo iniciada em 15 de fevereiro de 2017. “A safrinha em Minas já é realidade, não somente de milho, mas de girassol e sorgo também”. Segundo Claudionor, por falta de mercado, o trigo vem perdendo espaço no estado. As boas notícias em relação à soja são o preço pago pela saca, entre R$70 e R$ 75, está remunerando bem o produtor e que a exportação do grão deve aumentar em 4 milhões de toneladas.
 
Adubação a lanço
 
De acordo com o presidente da Comissão de Grãos, mais de 85% das fazendas no Triângulo utilizam a técnica em toda a área plantada. Entre outras vantagens, a adubação a lanço reduz os custos de produção: “O adubo é espalhado antecipadamente, com o uso de caminhão ou trator, e fica sobre a terra, o que equilibra melhor sua distribuição no solo. Além disso, a formulação é a mesma para as lavouras de soja e milho e há casos em que os produtores fazem apenas uma adubação para plantar estes dois grãos. Tudo isso gera economia”, diz Claudionor, que utiliza a adubação a lanço há 7 anos em suas propriedades.
 
Novo calendário
 
O calendário de reuniões da Comissão de Grãos também foi alterado. Normalmente, são realizados dois encontros anuais em Belo Horizonte, mas a partir de 2017, serão três, sendo um no interior. “Queremos nos aproximar mais dos produtores, para isso, vamos fazer uma reunião por ano em uma das regiões que mais produzem grãos em Minas, que são o Triângulo, Alto Paranaíba e o Noroeste”, diz Caio Coimbra. Segundo ele, outro assunto tratado pela Comissão de Grãos foi a diversificação de culturas: “A FAEMG fez palestras em Paracatu e Ibiá sobre o tema e poderá, em 2017, dar continuidade a estes eventos para esclarecer aos produtores os efeitos benéficos da diversificação”.


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