FAESC apoia consulta pública sobre controle de javalis em SC e no País

Agronegócio

FAESC apoia consulta pública sobre controle de javalis em SC e no País

A consulta já foi aberta e segue até o dia 21 deste mês de outubro
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A consulta já foi aberta e segue até o dia 21 deste mês de outubro

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) apoia a iniciativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) em promover uma consulta pública para colher propostas para o plano nacional de prevenção, controle e monitoramento do javali selvagem no Brasil.

A consulta já foi aberta e segue até o dia 21 deste mês de outubro. Visa reunir sugestões de setores do governo, das universidades e da sociedade em geral sobre o plano que vai definir as estratégias no enfrentamento aos danos causados pela presença do javali no território brasileiro.

O javali é uma espécie exótica invasora presente em grande parte do País. Natural de países europeus, a espécie não encontrou predadores naturais no Brasil e sua proliferação gera graves impactos ao meio ambiente e elevados prejuízos para o setor de agricultura, em especial para os agricultores familiares.

O Ibama tem um diagnóstico da situação atual do animal e sugestões de estratégias que devam ser adotadas para contornar o problema. Após a consulta, será realizada oficina de elaboração da proposta final do plano de javali. Esse trabalho terá a participação dos ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, em conjunto com o Instituto Chico Mendes, após reuniões com especialistas e interessados no tema.

O presidente da FAESC José Zeferino Pedrozo, relata que há pelo menos cinco anos, uma situação angustia as comunidades rurais da serra e do oeste catarinense: uma população estimada em milhares de javalis está atacando propriedades rurais e causando pesadas perdas econômicas aos produtores e criadores. A população está preocupada, pois, além de danificar plantações, os javalis são animais agressivos e representam um sério risco às pessoas.

A maioria dos produtores não está abatendo os animais e prefere chamar a Polícia Militar Ambiental (PMA) porque, além de uma série de requisitos e procedimentos para o abate, a tarefa é perigosa. “Com frequência os javalis matam os cães de caça e investem com ferocidade contra os caçadores”, relata o presidente.

A maior parte dos javalis habita o entorno do município de Lages, na serra catarinense, e o Parque Nacional das Araucárias formado por 12.841 hectares que ocupa parte do território dos municípios de Ponte Serrada e Passos Maia, no meio oeste. Quando o alimento escasseia nesse habitat, esses animais migram para as propriedades rurais dos municípios de Ponte Serrada, Passos Maia, Água Doce, Vargeão, Faxinal dos Guedes, Irani e Vargem Bonita, onde atacam as lavouras de milho, hortas e até criatórios de aves e suínos.

A FAESC teme que a situação fuja do controle. Esse problema surgiu em 2010 na região do planalto catarinense, quando, atendendo apelo da Federação da Agricultura, a Secretaria da Agricultura declarou o javali sus scrofa nocivo à agricultura catarinense e autorizou seu abate por tempo indeterminado, objetivando o controle populacional. A decisão está de acordo com a instrução normativa 141/2006 do Ibama que regulamenta o controle e o manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva. O problema é que a procriação é muito acelerada.

Os javalis que aterrorizam a serra e o meio oeste são daespécie exótica invasora sus scrofa, que provoca elevados prejuízos às lavouras, especialmente de cereais. Vivem em varas (bandos) de até 50 indivíduos. Esses animais selvagens atacam todas as lavouras, principalmente milho, feijão, soja, trigo, pastagens, etc. e, numa noite, destroem completamente vários hectares de área.

Os órgãos ambientais e a Polícia Militar Ambiental orientam que apenas profissionais caçadores registrados e licenciados façam o abate dos animais. “O agricultor terá que procurar um desses profissionais para fazer o abate na sua lavoura e isso implica em burocracia e em custos adicionais”, reclama o presidente da FAESC. O problema é que existem poucas equipes para o abate de muitos animais.

Perdas 

Nos últimos cinco anos, os produtores catarinenses sofrem de forma mais intensa com a ação desses animais. Eles atacam as lavouras já a partir do plantio. Além de pisotear a plantação, permanecem no local se alimentando até a maturação do milho.

Quando em contato com espécies nativas, transmitem doenças, provocam a diminuição das populações silvestres ou a morte de espécies da fauna nativa. Os javalis podem transmitir doenças economicamente graves como a peste suína africana, peste suína clássica, febre aftosa, brucelose, leptospirose, tuberculose, parvovirose suína e encefalite japonesa, além de espalhar a doença vesicular do suíno, febre e a doença de Aujelszky. Por isso, é proibida e comercialização e o consumo da carne dos javalis abatidos.

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