Falta de chuva compromete qualidade do grão de soja no RS
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Agronegócio

Falta de chuva compromete qualidade do grão de soja no RS

Excesso de calor provoca o abortamento das flores
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Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nessa quinta-feira (16-02), a falta de chuvas e as altas temperaturas registradas durante o dia começam a causar danos mais severos às lavouras de soja no Rio Grande do Sul. O excesso de calor afeta a floração, provocando o abortamento das flores, e prejudica a qualidade do grão, causando o efeito do “grão esverdeado”. A morte prematura da planta, por estresse hídrico ou qualquer outro fator, acaba forçando o processo de maturação das sementes. Com isso, ao invés de amarelarem, as sementes são colhidas ainda verdes, com altos índices de clorofila, o que afeta seu potencial de vigor e germinação como semente e o rendimento industrial na obtenção de óleo.


Uma amostra de grãos de soja coletada em uma lavoura de Ijuí e analisada na Unidade de Classificação da Emater/RS-Ascar apresentou resultados preocupantes em termos de qualidade, resultando em 15% de umidade, 35% de grãos verdes, 5% de grãos chochos e imaturos e 4,5% de grãos danificados. Com isso, além de uma redução considerável em termos de produção, o produtor poderá enfrentar problemas para comercializar o pouco que conseguir colher.


A colheita do milho alcança 30% da área cultivada no Estado, com os rendimentos oscilando conforme as chuvas acumuladas ao longo da evolução das lavouras. Nas áreas beneficiadas pelas precipitações, a produtividade tem alcançado patamares acima dos 6 mil kg/ha. Entretanto, esses rendimentos são exceção. Na maioria dos casos, o resultado obtido pelos produtores situa-se entre 2 mil e 3 mil kg/ha. Áreas com produtividades abaixo desse patamar são, geralmente, direcionadas para a produção de silagem. Quanto à evolução da cultura do milho, a baixa umidade no solo e as altas temperaturas estão afetando o desenvolvimento das lavouras.


Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, os agricultores já iniciaram a semeadura da 2ª safra do feijão, também chamada de safrinha, mas ainda com área indefinida em razão das condições de solo atuais. No final de fevereiro, a Emater/RS-Ascar divulgará a primeira estimativa da safrinha.

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