Falta de chuva pode comprometer safra de soja 2010/2011

Agronegócio

Falta de chuva pode comprometer safra de soja 2010/2011

Renda do produtor também pode ser afetada, na região Centro-Oeste
Por:
4833 acessos

A falta de chuvas em volume suficiente na região Centro-Oeste pode comprometer a produtividade das lavouras de soja. Se o clima continuar seco, a produção de oleaginosa na safra 2010/2011 deve se manter estável em relação à safra anterior, quando foram colhidas 68,68 milhões de toneladas de oleaginosa. “O crescimento da área plantada vai compensar possíveis reduções de produtividade, mas parte da renda do produtor estará comprometida”, afirma o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner.

Dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmam a avaliação da CNA de aumento no plantio de soja neste ano. De acordo com o governo, a área plantada com soja no ano-agrícola 2010/2011 pode crescer até 3% para 24,20 milhões de hectares. Em sua segunda estimativa para a atual safra, a Conab estimou que a produção de soja pode variar entre 67,69 milhões de toneladas (-1,4%) e 69 milhões de toneladas (+0,5%), variações em relação à safra anterior. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou nesta semana que a colheita de soja no Brasil somará 67,5 milhões de toneladas.

Para o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, a valorização dos preços da soja no mercado internacional vai estimular os produtores a plantarem as lavouras, mesmo que as condições climáticas não sejam as mais recomendadas. O plantio fora do período ideal eleva o risco de perda de produtividade das lavouras. “Muitos produtores vão insistir no plantio porque os preços da soja no mercado internacional estão acima dos patamares históricos”, avalia.

A Superintendência Técnica da CNA avalia que três fatores explicam a alta dos preços da soja no mercado internacional. A seca na Europa, que reduziu a oferta de grãos, especialmente de trigo, levou os compradores a buscarem outros produtos. A segunda é a previsão de produção menor de soja nos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, o USDA estimou que a produção dos Estados Unidos, maior produtor mundial, será de 91,85 milhões de toneladas, volume inferior à previsão anterior de produção de 92,76 milhões de toneladas. Schreiner aponta, ainda, a demanda crescente por alimentos por parte da China, que absorveu cerca de 18% das exportações do agronegócio brasileiro entre janeiro e setembro deste ano.

Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink