Famato cobra a sanção imediata do zoneamento

Agronegócio

Famato cobra a sanção imediata do zoneamento

Legislação atual não atende às necessidades da classe produtora, diz presidente
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O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Otoni do Prado, fez nesta quinta-feira (14) um duro pronunciamento cobrando a imediata sanção do projeto de zoneamento socioeconômico e ecológico de Mato Grosso. Segundo ele, a legislação atual não atende às necessidades da classe produtora e um grande número de propriedades estaria em situação irregular por falta da aprovação do zoneamento. “Hoje 90% dos produtores são taxados de criminosos. Queremos sair desta situação de marginalidade”, criticou Prado.


A aprovação do zoneamento ocorreu no dia 27 de outubro de 2010, na Assembléia Legislativa de Mato Grosso. O projeto denominado substitutivo 3 estabelece diretrizes quanto à área que pode ser usada para a agropecuária e a diminuição de reservas legais. A proposta só entrará em vigor se sancionada pelo governo do estado e aprovada pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente.

Estão contidos no projeto o aumento de áreas destinadas ao uso intensivo do agronegócio, que passará de 23 para 39 milhões de hectares e redução de áreas de relevância ecológica como florestas e recursos hídricos de 43 para 32 milhões de hectares. “Mato Grosso tem 64% do território protegido e o zoneamento vai continuar protegendo esse território. Os produtores não têm nenhuma intenção de aumentar o desmatamento", disse.


APROSOJA

As declarações de Rui Prado foram feitas durante lançamento do 6º Circuito Aprosoja. De acordo com o presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado), Glauber Silveira, o objetivo é ajudar o produtor a se informar para visualizar a próxima safra (2011/12), com base nos dados apresentados sobre as condições socioeconômicas do país e do mundo. “Nosso papel é difundir informações mercadológicas, além de projetar cenários relacionados à rentabilidade que auxiliem no planejamento da próxima safra”, explicou.

Pela primeira vez, o evento reúne outros Estados. Além de Mato Grosso, os Estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia foram inseridos na programação. Esses Estados, juntos, representam mais de 85% de toda a produção de soja do país. A liderança é de Mato Grosso, com 20,55 milhões de toneladas, seguido do Paraná (14,86 milhões/t) e Rio Grande do Sul (11,27 milhões/t). O Circuito Aprosoja percorrerá 20 municípios mato-grossense e depois segue para Dourados/MS, dia 16 de maio, Cascavel/PR (19/05), Santo Ângelo/RS (20/05), Rio Verde/GO (23/05) e, Luís Eduardo Magalhães/BA, dia 24 de maio. Em todas as cidades haverá palestras sobre o mercado e a comunicação no agronegócio.


O evento reúne anualmente líderes empresariais, sociais, ambientais, culturais, acadêmicos e governamentais de todo o país para dialogar, assumir compromissos, divulgar práticas e soluções visando o desenvolvimento sustentável local e global, além de propor políticas para decisões em prol do desenvolvimento agrícola brasileiro.

O Circuito Aprosoja contou nesta quinta-feira com a presença de palestrantes internacionais, como o sócio-diretor da empresa americana High Quest Partners/Soytech, Hunt Stookey, e o correspondente DTN da China, também presidente executivo de investimentos da Hopefull & Holding Corp Ltda., Lin Tan. Hunt Sttokey e Lin Tan participaram do painel sobre o mercado de commodity, abordando questões mercadológicas que envolvem a soja em sua relação com os países que são mercados potenciais ou importadores da commodity no mundo, em especial, a relação com os Estados Unidos e a China.


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