Famato quer que participação do BB aumente em MT

Agronegócio

Famato quer que participação do BB aumente em MT

Novidades no financiamento ajudam e podem acelerar acesso a crédito, mas não bastam
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Novidades no financiamento ajudam e podem acelerar acesso a crédito, mas não bastam

Para a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), o anúncio de que os aportes à nova safra serão ampliados em 20% pela superintendência estadual do Banco do Brasil, é extremamente positivo, porém, como pontua o presidente da entidade, Rui Ottoni Prado, Mato Grosso precisa de mais recursos públicos a juros controlados, de até 6,75% ao ano. “Além disso, precisamos ter a certeza de que o Banco aplicará todo esse volume anunciado”. Ainda como destaca, “houve aqui a promessa de que a aplicação no Estado será quase três vezes superior à média nacional, mas precisamos ver esse dinheiro efetivamente aplicado”.


Outra preocupação do segmento rural é com relação ao acesso ao crédito. “Os recursos precisam ser pulverizados, chegar a mais produtores”.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apesar da oferta de recursos públicos aumentar 20% na nova safra, efetivamente na composição de recursos que o produtor faz para custear o plantio (funding), a participação do BB, na sojicultura passará de 8% para 8,6%. O Imea considerou um custo direto de plantio da cultura em cerca de R$ 6,6 bilhões.

De acordo com o presidente da Famato, a nova safra mato-grossense deverá demandar investimentos diretos (aquisição de insumos) de R$ 10 bilhões, “e o histórico de participação do BB tem sido inferior a 10%. É isso que precisa aumentar”, insiste.

O superintendente em Mato Grosso, Elói Medeiros, explica que o Banco está ampliando sua capilaridade no Estado e treinando cada vez mais seus funcionários para atender e entender as necessidades do campo. “Serão 20 novas agências e com a criação do Banco Postal, estaremos mais próximos da realidade dos pequenos produtores”. Ele conta que o Banco duplicará o número de gerentes de relacionamento especializado no atendimento ao agronegócio, o que ele chama de ‘carteira pura’. São 15 atualmente. Fora isso, no atendimento aos grandes produtores, com renda acima de R$ 10 milhões, o BB implantará atendimento diferenciado em mais três cidades: Rondonópolis, Sinop e Primavera do Leste, fora as oito carteiras já existentes. “E temos fôlego para atender à demanda acima dos R$ 2,86 bilhões que estamos propondo aqui, ou seja, podemos crescer acima dos 20% prospectados”.


O diretor da Famato, Seneri Paludo, observa que os novos produtos ofertados pelo Banco do Brasil trazem vantagens aos produtores. “A unificação de CPFs agiliza o processo de acesso aos recursos. O que antes leva até 90 dias, agora poderá ser concluído em cerca de 20 dias”. Ele conta que havia casos em que o produtor só recebia o financiamento depois de ter plantado.

O presidente da Famato observa que a unificação é um incentivo e ao mesmo tempo, estímulo e reconhecimento ao trabalho do produtor mato-grossense. O sistema de plantio direto – sem a necessidade de remoção do solo, gradagem – é utilizado em mais de 90% das áreas destinadas à soja e há anos. “O bônus de 15%, por exemplo, é um prêmio ao produtor. Tudo que puder aumentar o teto com juros controlados é bem-vindo”, destaca.

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