Fapergs financia pesquisa com genomas de agentes infecciosos de suínos

Agronegócio

Fapergs financia pesquisa com genomas de agentes infecciosos de suínos

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Pesquisadores gaúchos que estudam o genoma dos agentes infecciosos de suínos, concluíram o seqüenciamento do genoma de duas cepas da bactéria Mycoplasma hyopneumoniae. A pesquisa possibilitou a identificação de diferenças nos genomas dessas duas cepas, algumas delas possivelmente relacionadas com a patogenicidade. Os dados gerados pelo seqüenciamento possibilitarão a seleção de proteínas (antígenos) para o desenvolvimento de testes para o diagnóstico, bem como para a proposição de vacinas.

Uma das principais doenças de importância econômica entre os suínos é a pneumonia micoplásmica suína (PMS). "A bactéria ataca o sistema respiratório do animal, reduzindo a imunidade e favorecendo o aparecimento de infecções secundárias, especialmente de origem bacteriana", explica o pesquisador Arnaldo Zaha, que coordena o projeto. A continuidade da pesquisa permitirá a caracterização do genoma de novos isolados de M. hyopneumoniae e a produção de proteínas para desenvolvimento de testes diagnóstico e vacinas.

O trabalho está integrado à Rede Sul de Análise de Genomas e Biologia Estrutural, criada pela Secretaria da Ciência e Tecnologia. As pesquisas têm financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e são desenvolvidas no Centro de Biotecnologia da Ufrgs. "Estamos satisfeitos com os resultados deste trabalho, que terão reflexo em uma atividade econômica extremamente relevante. Nossa função é fomentar a pesquisa, destacando o potencial dos pesquisadores gaúchos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável", afirma o presidente da Fapergs, João Antonio Pêgas Henriques.

A suinocultura no Brasil é uma atividade desenvolvida predominantemente em pequenas propriedades rurais, emprega mão-de-obra tipicamente familiar e constitui uma importante fonte de renda e de estabilidade social. Segundo o secretário da Ciência e Tecnologia, Kalil Sehbe, a pesquisa agropecuária tem sido decisiva para o desenvolvimento de uma das principais atividades econômicas do estado. "O rebanho gaúcho, com cerca de 14 milhões de cabeças, representa mais de 34% do total nacional", informa.

Participam do projeto o Ministério da Ciência e Tecnologia/CNPq, Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o Centro Nacional de Pesquisa em Suínos e Aves, Embrapa-Concórdia/SC, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos), Embrapa-Passo Fundo/RS, Fundação Universidade do Rio Grande (FURG) e a empresa Vallée SA.


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