Febre aftosa: Precariedade do Indea/MT preocupa
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Agronegócio

Febre aftosa: Precariedade do Indea/MT preocupa

Sete postos do Instituto estão com deficiência no atendimento
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Faltando menos de 30 dias para o início da primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, em Mato Grosso, os produtores rurais de Cáceres (250 quilômetros ao oeste de Cuiabá) e região estão preocupados. O município está entre os grandes criadores de bovinos do Estado que lidera o plantel nacional.


O rebanho do noroeste do Estado soma 6 milhões de cabeças, e os sete postos do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea/MT), situados na região de fronteira com a Bolívia, estão com deficiência no atendimento. Conforme os servidores falta tudo, de material humano à estrutura de trabalho como veículos a papel. As diárias dos funcionários que atendem nos postos não são pagas há meses. Nos municípios de Mirassol D´Oeste, Porto Esperidião e Indiavaí, o Indea/MT ocupa prédios alugados e está com ordem de despejo devido ao atraso no pagamento dos aluguéis.


O necessário, na região, seria a contratação de pelo menos mais 50 funcionários, incluindo médicos veterinários.

Ontem, em Cáceres, ao ser indagado sobre o assunto, o vice-presidente do Sindicato Rural, Jeremias Pereira Leite, afirmou que de fato a preocupação é grande com a vacinação, cujo período se aproxima. "A situação de precariedade do órgão de fiscalização sanitária do Estado, que sempre prestou bons serviços, nos preocupa, pois pode comprometer a eficiência de uma campanha sempre muito bem realizada, através de uma somatória de esforços, que erradicou a aftosa de Mato Grosso, há 16 anos. Mas sabemos do perigo. Um descuido pode resultar num foco da doença, o que traria prejuízos incalculáveis à economia do Estado, que tem um rebanho de 29 milhões de cabeças. Esperamos, sinceramente, que a campanha ocorra sem transtornos e que o governo estadual dê, enfim, a merecida atenção que o Indea/MT precisa e merece".


No ano passado, por falta de condições de trabalho os servidores cruzaram os braços e deixaram de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) por alguns dias, paralisação que deixou os frigoríficos sem animal para abate no Estado.

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