Febre aftosa é discutida em audiência pública
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Agronegócio

Febre aftosa é discutida em audiência pública

Produtores rurais e autoridades do setor agropecuário debateram as possíveis soluções para o problema que poderá atingir o rebanho potiguar
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Preocupados, diversos produtores rurais e autoridades do setor agropecuário debateram as possíveis soluções para o problema que poderá atingir o rebanho potiguar

O problema da febre aftosa no rebanho do Rio Grande do Norte e a mudança de classificação no status de risco médio para risco desconhecido foram os assuntos discutidos em audiência pública na Assembleia Legislativa nessa quarta-feira (07).

Preocupados, diversos produtores rurais e autoridades do setor agropecuário debateram as possíveis soluções para o problema que poderá atingir o rebanho potiguar. “Foi uma discussão salutar e que mostrou para todos os presentes as prováveis consequências dessa doença. Não podemos deixar que o nosso rebanho sofra com esse problema e que a economia rural entre em colapso”, ressaltou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte - FAERN, José Álvares Vieira.

Atendendo ao pedido do deputado estadual Gustavo Fernandes (idealizador da audiência), o Governo enviou para o debate o diretor do Idiarn, Rui Sales, que apresentou os números da doença no RN e o trabalho feito pelos técnicos da entidade. “Os senhores são cientes que o Idiarn passa por problemas e que possui um déficit de pessoal. Mesmo assim, estamos tentando fazer a nossa parte. Vacinando o gado e buscando soluções para não cairmos no status da febre aftosa”, lembrou Sales.
Batalha

O presidente da Associação Norteriograndense de Criadores (Anorc), Marcos Teixeira, informou que a luta para atingir o posto de risco médio foi difícil e que outros estados não desejavam ver o Rio Grande do Norte nesse patamar. “Foi uma batalha muito grande para atingirmos esse nível em nosso rebanho. Uma realidade que incomodou outros estados que não queriam que nosso gado competisse com o deles. Por isso, temos que valorizar o que conseguimos”, explicou Teixeira.

Se o rebanho potiguar voltar para o nível de risco desconhecido (fato que já ocorreu no começo da década de 2000), os produtores rurais não poderão mais comercializar os seus animais em outros estados e nem os rebanhos desses estados poderão entrar no RN. “Por isso, é importante convocar todos os envolvidos no processo da defesa sanitária animal e a classe produtora para discutirmos medidas urgentes de como evitar esta situação”, enfatizou o deputado Gustavo Fernandes na audiência desta quarta-feira.

O presidente da FAERN, José Vieira, ressaltou que não é somente a agropecuária que irá perder com esse rebaixamento de status, mas toda a economia rural do Rio Grande do Norte. “Vamos lembrar que país nenhum do mundo irá comprar nossas frutas e pescados sabendo desse risco. É por isso que temos a obrigação de fazer o nosso dever de casa. Tanto os produtores rurais como o Governo estadual e federal”, finalizou o presidente da Federação da Agricultura.

Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte - FAERN
http://www.faern.com.br/

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