Federarroz pede espaçamento dos leilões ou redução da oferta
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Agronegócio

Federarroz pede espaçamento dos leilões ou redução da oferta

Documento foi encaminhado ao MAPA, após conversa com Mendes Ribeiro
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Documento foi encaminhado ao MAPA, após conversa com Mendes Ribeiro

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) encaminhou nesta sexta-feira, ao ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho, um ofício solicitando a redução, pela metade, da oferta quinzenal de arroz dos estoques públicos, em leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ou a adoção de um espaçamento de 30 dias entre os leilões. O documento ratifica a conversa telefônica que o presidente da Federarroz, Renato Rocha, teve com o ministro na sexta-feira, encaminhando a demanda. O tema também foi tratado com o secretário nacional de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do MAPA, Caio Rocha, e o superintendente de Leilões da Conab, Elias de Carmo. “Assumiram o compromisso de analisar o pleito e nos dar um retorno na próxima semana”, afirmou Renato Rocha.

Atualmente os leilões acontecem em volume de 80 mil toneladas a cada sete dias, mas as vendas alcançaram média de 52% sobre o total ofertado. Segundo os arrozeiros, a estratégia do governo está afetando negativamente o mercado do grão, retirando liquidez das empresas - algumas até saíram do mercado - e reduzindo os preços ao produtor. A entidade pede ainda que seja adiado o leilão previsto para 25 de outubro.

Segundo Renato Rocha, em setembro e outubro houve aumento da oferta pelos produtores, por conta do vencimento do financiamento de custeio da safra no dia 20 no Banco do Brasil. “Teve oferta dos arrozeiros e do governo neste período, o que afetou o preço do arroz”, afirma Rocha. Segundo ele, o setor não está contra a realização dos leilões e entende que estes devem continuar para regular a oferta, movimentar velhos estoques e abrir espaços nos armazéns para as futuras safras, mas não considera conveniente ao agricultor ou ao governo que tais intervenções tragam prejuízo e reflexos negativos ao mercado e produtores. “Assim, sugerimos, para o bem da cadeia produtiva, que os volumes e periodicidade dos próximos leilões considerem a demanda na medida exata, proporcionando a manutenção dos preços de mercado”, enfatiza o dirigente.

Para a Federarroz, o MAPA e a Conab devem levar em conta o aumento da oferta pelos produtores para atenderem às despesas de plantio da safra 2012/13, com 25,4% da área cultivada, em 19/10, segundo o Irga; o aumento da oferta de arroz no mercado, nos últimos 60 dias, para pagamento dos custeios de arroz da safra 2011/12; as sobras de produto verificada nos últimos leilões, em 70%, 50% e 60% respectivamente, e a média geral do produto adquirido em todos os leilões realizados até agora, de apenas 52%, ficando evidenciado que o mercado esta superofertado. Fato que tem levado os adquirentes a escolherem os melhores lotes em detrimento do produto mais antigo e de menor qualidade.

Ainda segundo a Federarroz, é preciso considerar os reflexos negativos no mercado nacional: redução dos valores pagos aos produtores que vêm de uma crise de preços, falta de liquidez das empresas de beneficiamento e saída do mercado de algumas delas, em prejuízo aos arrozeiros que necessitam fazer caixa para o plantio e pagamento dos bancos. “É preciso levar em conta o trabalho do Ministério da Agricultura para a recuperação dos preços do arroz na atual safra, que evitou a intervenção no mercado com mecanismos de comercialização e recursos do governo, um esforço que não pode ser perdido”, afirma. Renato Rocha considera que o espaçamento ou redução para 40 mil toneladas dos volumes de arroz da Conab, ofertados quinzenalmente, manterá o mercado em equilíbrio.

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