Feijão dispara 205% ante 2016 em Cuiabá e eleva cesta básica em 29%
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Agronegócio

Feijão dispara 205% ante 2016 em Cuiabá e eleva cesta básica em 29%

O cuiabano gastou em média R$ 56,40 com feijão no mês de agosto. O montante supera em 205% os R$ 18,50 desembolsados nos 31 dias do mês em 2015.
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O cuiabano gastou em média R$ 56,40 com feijão no mês de agosto. O montante supera em 205% os R$ 18,50 desembolsados nos 31 dias do mês em 2015. Na capital mato-grossense é possível encontrar o quilo do feijão carioca variando entre R$ 7,98 e R$ 15,98, enquanto o feijão preto entre R$ 6,99 e R$ 12,98. O grão foi um dos contribuintes para a elevação de 29% da cesta básica dos cuiabanos em 2016.

Agosto encerrou com o custo médio da cesta básica em R$ 448,90. O volume supera os R$ 347,10 constatados no mês o ano passado, porém manteve-se estável em relação aos R$ 448,00 de julho. Em janeiro o desembolso pelos 13 itens considerados essenciais de uma pessoa era de R$ 427,90.

O clima foi o principal fator para os preços do feijão dispararem. Sem a chuva a produtividade do grão caiu, bem como em outras produções como é o caso da batata que está 61% mais cara que em 2015, um salto de R$ 20,40 para R$ 32,80 o desembolso médio. Ante julho, houve um leve recuo de 5%.

Os números da cesta básica são de pesquisa realizada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo o levantamento, o gasto com arroz em Cuiabá saltou de R$ 6,70 para R$ 10,60 para uma pessoa, o equivalente a 57%. Comparando a julho a alta foi de 2%. O leite, também influência pelo clima e o alto custo de produção, disparou nas gôndolas dos supermercados diante a baixa produção. Em 2015 o cuiabano gastava em torno de R$ 19,40 com leite e hoje R$ 29,90.

A banana também apresentou elevação de um ano para o outro e registrou acréscimos de 44%. O café de 20%.

Segundo o Imea, apenas a carne manteve estabilidade em relação a agosto de 2015, subindo de R$ 133,40 para R$ 133,80, ou seja, apenas R$ 0,40 de aumento. Em relação a julho, houve um recuo de 3% diante os R$ 137,30 gastos na época. A queda do gasto com carne pelo consumidor no varejo, conforme o Imea, "pode estar ligado ao desaquecimento da demanda".


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