Feijão-preto bate R$ 325
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Imagem: Pixabay
PULSANTE

Feijão-preto bate R$ 325

O mercado é franco e aberto e produtores que ainda têm Feijão armazenado vão limpando os armazéns
Por: -Leonardo Gottems

Foram relatados ontem, para o PNF (Preço Nacional do Feijão), por produtores e cerealistas, 83.000 sacas vendidas, de acordo com o Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses). Os preços oscilaram de R$ 260/saca, nota 8, em Minas Gerais, passando por R$ 265/saca, nota 8, fraco, na Bahia, até lotes em São Paulo a R$ 295/saca. 

“O Feijão-preto foi vendido nas lavouras de São Paulo por R$ 325. O mercado é franco e aberto e produtores que ainda têm Feijão armazenado vão limpando os armazéns”, aponta comentário da entidade mais representativa do setor de pulses brasileiros.. 

ÔNUS X BÔNUS

Ainda de acordo com o Ibrafe, que é presidido por Marcelo Lüders, atualmente, estão em pauta discussões que dizem respeito à legislação que já existe e que não vinha sendo cumprida: “Modernidade, inovação. Quando experientes produtores ouvem isso, ficam com um pé atrás, afinal isso trará mais um ônus. Ou terá algum bônus?”

Nesta terça-feira (25.11), na Câmara Setorial do Feijão do Ministério da Agricultura (MAPA), foram discutidas formas de que os produtores se comprometam em utilizar somente os produtos recomendados para o Feijão. “Nada de glifosato para dessecação. Isso já é sabido, mas como há os espertinhos, as maçãs podres do setor, todos deverão colocar na nota fiscal que aquele produto foi produzido debaixo das normas vigentes, não sendo utilizados defensivos sem recomendação para a cultura”, aponta o Ibrafe. 

“Está na Casa Civil, para sanção presidencial, o reforço para que a comercialização de grãos salvos acabe. Porém o importante é que não será responsabilidade apenas do produtor, mas também do cerealista que vende cultivares de Feijão-carioca, preto, caupi e rajados que têm detentores e que não são hoje remunerados. No entanto, os grãos salvos já não podem ser comercializados”, conclui o Instituto comandado por Lüders.


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