Feijão segue o mês com a oferta "enxuta"

Agronegócio

Feijão segue o mês com a oferta "enxuta"

A oferta do produto é cada vez mais enxuta e a demanda vem se mantendo em níveis normais para este período do mês
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O mercado de feijão carioca encerrou a terceira semana de setembro com preços em alta. A oferta é cada vez mais enxuta e a demanda vem se mantendo em níveis normais para este período do mês. Na média diária da semana foram ofertadas 474 toneladas na Bolsinha, com demanda para 82% deste total.

Segundo o analista lcio Bento, "para se ter uma idéia, no primeiro quadrimestre do ano o percentual de negócios ficava sempre abaixo 30% da oferta". Este maior ajuste no quadro de oferta só poderia resultar na elevação expressiva dos patamares de preços que se verifica neste momento.

Na média da semana a saca do tipo extra novo foi cotado a R$ 114,88 na Bolsinha, com alta de 11% em relação à semana passada. Em relação ao mesmo período do mês passado a valorização é de 25% e, comparado ao mesmo período do ano passado, a cotação atual é 51% maior.

"O ajuste entre as pontas de oferta e demanda será mantido até meados de dezembro, com o ingresso da safra das águas 2007/08", afirmou Bento. Então, os preços seguirão com viés de alta. Este comportamento só não será verificado se houver uma resposta do lado da demanda.

Arrefecimento - Com os preços aproximando-se de R$ 120 por saca na Bolsinha, a procura no varejo deve arrefecer, obrigando o mercado a encontrar uma média de preços na qual o consumidor esteja disposto a comprar.

Nas lavouras a situação continua bastante firme e já chegaram a negociar feijão carioca extra a mais de R$ 110 a saca na região de Unaí (Noroeste de Minas). Na próxima semana a situação de pouca oferta será mantida, deixando o mercado firme e com possibilidades de novos reajustes nos preços. A origem do feijão recém colhido que foi ofertado ao longo da última semana continua proveniente dos Estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo, sendo que destes a maioria é de Minas Gerais.

De acordo com o analista, "a esperada recuperação nos preços do feijão preto começa se efetivar na Bolsinha e, só não é mais consistente em virtude da escassez de produto de qualidade superior". No final da semana passada, a pedida dos vendedores para o tipo extra na Bolsinha chegou até R$ 90 por saca, mas o valor máximo obtido foi de R$ 85. Mesmo assim, este patamar é 22% superior ao de igual período do mês passado e 44% acima do mês de setembro de 2006. O viés das cotações segue em alta.


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