Fepagro Serra: 92 anos dedicados à pesquisa agropecuária

Agronegócio

Fepagro Serra: 92 anos dedicados à pesquisa agropecuária

Unidade é responsável pela multiplicação e distribuição de sementes melhoradas
Por: -Janice
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Fepagro Serra: 92 anos dedicados à pesquisa agropecuária

Nesta segunda-feira (30-05), a Fepagro Serra está completando 92 anos. A unidade de pesquisa da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), localizada em Veranópolis, foi fundada em 30 de maio de 1919 pelo Ministério da Agricultura e, em 1929, passou para a administração da Secretaria da Agricultura do Estado. A primeira denominação foi Estação de Seleção de Sementes de Alfredo Chaves.


Os primeiros trabalhos de pesquisa foram com populações locais de trigo, representando o primeiro registro de pesquisa com este cereal no Brasil. A ação deu origem às linhagens Alfredo Chaves, passo inicial para a realização dos primeiros cruzamentos de trigo efetuados no país.

Segundo o diretor da unidade, agrônomo José Paulo Guadagnin, a Fepagro Serra passou por períodos distintos desde a sua fundação até hoje: inicialmente seu fundador, o agrônomo Karel Gayer, introduziu materiais das mais diferentes partes do mundo com a finalidade de observar sua adaptabilidade. Ele também fez coleta, seleção e multiplicação de cultivares de trigo encontrado nas lavouras de pequenos agricultores. Em 1924, assumiu o agrônomo Iwar Beckman que realizou os primeiros cruzamentos de trigo no país. Esse trabalho foi o início do melhoramento genético do cereal.


A partir de 1926, teve início a diversificação dos trabalhos técnicos, com a realização do melhoramento genético do milho e, em 1948, do melhoramento genético de soja. Desde 1929, são coletados dados meteorológicos, indispensáveis no planejamento das atividades agropecuárias.

“No centro, foram desenvolvidas pesquisas sobre o comportamento de variedades de feijão, linho, aveia, batata doce, oliveiras, videiras e rosáceas. O trabalho avalia a melhor época de plantio, densidade, comportamento frente às moléstias e pragas mais comuns na região”, explica o dirigente. “A silvicultura foi outra atividade muito desenvolvida com a produção e distribuição de mudas das mais variadas espécies”, acrescenta ele.


A unidade é responsável pela multiplicação e distribuição de sementes melhoradas de trigo, soja e milho, tendo colocado à disposição dos produtores mais de 30 cultivares. Além disso, no ano de 1980, foi criado o Programa de Pesquisa de Fruticultura de Clima Temperado. “Atualmente, estão em estudo mais de 500 cultivares de macieira, ameixeira, pereira, pessegueiro, figueira, marmeleiro, nectarineira, caquizeiro, amora-preta, kiwi, morangueiro, mirtilo e nespereira, além de culturas anuais: milho, sorgo, feijão, girassol, soja e mamona”, finaliza Guadagnin.

As informações são da assessoria de imprensa da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro).

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