Agronegócio

Fernando Pimentel recebe premiados no 9º Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal

Premiação criada para reconhecer o valor do produto mineiro teve como vencedor neste ano iguaria de Tiradentes, no Campo das Vertentes
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O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, recebeu nesta quinta-feira (23/6), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, os premiados no 9º concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal. O concurso é uma das principais atrações da feira Megaleite 2016, que está sendo realizada até 26 de junho no Parque da Gameleira - e que recebeu a visita do governador na última terça-feira (21/6).

Ao todo, participaram da disputa 27 produtores de queijos de sete regiões: Serro, Canastra, Araxá, Campo das Vertentes, Cerrado, Triângulo Mineiro e Serra do Salitre, todos eles classificados após vencerem os concursos regionais do Queijo Minas Artesanal.

O primeiro lugar é da região do Campo das Vertentes, com o queijo vencedor produzido por Lúcia Maria Resende, de Tiradentes. Na segunda colocação venceu o queijo do produtor José Maria de Oliveira, de Rio Paranaíba, do Cerrado. Em terceiro e quarto lugares ficou Serra do Salitre, com, respectivamente, Geraldo Moreira da Silva e José Baltazar da Silva. Por fim, na quinta colocação, Reinaldo de Faria, de Vargem Bonita, da região da Canastra.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), João Cruz Reis Filho, acredita que a premiação é uma forma de coroar o trabalho dos pequenos produtores mineiros e reconhecer o valor do queijo artesanal no Estado. “Temos certeza que é um grande estímulo para os produtores continuarem aprimorando seus processos de produção. Do ponto de vista econômico, agrega muito valor à atividade rural. Do ponto de vista social, tem uma importância extraordinária, já temos um grande número de produtores e familiares envolvidos nessa atividade”, afirmou.

Os produtos foram avaliados de acordo com os critérios de apresentação, cor, textura, consistência, paladar e olfato. A disputa é coordenada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) em parceria com a Seapa e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.

Todos os produtores participantes têm queijarias cadastradas no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O reconhecimento das regiões é respaldado por estudos que avaliam o processo de fabricação e as características peculiares do local de origem, como a história, a economia, a cultura e o clima, entre outros.

Para o presidente da Emater, Glenio Martins, os queijos vencedores passam a ter um maior valor agregado, o que gera benefícios aos produtores e ao Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário do Estado. “Tem um ganho do ponto de vista financeiro, mas também é um aprendizado no decorrer da caminhada. E o concurso em si reforça a importância do queijo de Minas Gerais para outros Estados. É também uma forma de reafirmar o queijo como produto típico do Estado. São 26 mil toneladas de queijo produzidos por ano”, explica. 

Vencedores

Geraldo Moreira, que ficou em terceiro lugar, acredita que esta será uma oportunidade para que seu queijo seja conhecido até mesmo em outros países a partir de agora. “Já participei outros anos e, quando não me classificava, acabava melhorando as técnicas de produção. Produzo queijo desde criança, é uma coisa que vem da minha família, meu pai já era produtor. Espero que ele chegue agora em lugares ainda mais distantes que a Serra do Salitre”, comemorou.

Produtor de queijo canastra artesanal há 26 anos e membro da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), Reinaldo Faria foi premiado em 5º lugar. Ele acredita que o destaque para o seu produto se dá graças à boa parceria entre o negócio familiar e a capacitação oferecida pela Emater. "Eu e meu filho produzimos 25 peças de queijo por dia e fazemos vários cursos de boas práticas e de cuidado com o gado, para sempre melhorarmos nosso modo de fazer. Dessa forma, conseguimos alcançar também, ainda este ano, o 1º lugar do concurso regional do queijo artesanal", disse.

Patrimônio

O modo artesanal da fabricação do queijo foi registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A iguaria mantém as características de produção artesanal, a partir de mão de obra familiar, com produção em baixa escala e utilização de leite cru. Minas Gerais possui hoje 304 queijarias cadastradas no IMA, que podem comercializar queijos artesanais dentro do estado.

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