Ferramentas simples para promover uma maior resistência ao calor na fase final de produção

Agronegócio

Ferramentas simples para promover uma maior resistência ao calor na fase final de produção

Edição de Agosto da Revista do AviSite.
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A pesquisa vencedora do Prêmio Lamas 2016 na categoria "Outras Áreas" fez parte de um experimento maior que compôs a dissertação de Mestrado no Programa de Pós Graduação em Zootecnia da UNESP de Jaboticabal do autor Bruno Vieira. Intitulada “Redução do fotoperíodo diário promove maior tolerância ao calor do que o condicionamento térmico precoce em frangos de corte", ela está publicada na edição de Agosto da Revista do AviSite. 

O período total de estudo, incluindo a elaboração do projeto de pesquisa, a criação das aves, as análises laboratoriais e a interpretação dos resultados, foi de 2 anos. O tema "estresse por calor em frangos de corte" há bastante tempo é uma das linhas de pesquisa do orientador de Bruno, o Professor Renato Furlan. 

Neste trabalho em específico, Bruno Vieira explica que eles buscaram avaliar ferramentas simples, que poderiam ser adotadas pelos produtores sem maiores complicações, como forma de promover uma maior resistência ao calor nas aves em fase final de produção. 

“A literatura é repleta de publicações avaliando o efeito do condicionamento térmico precoce sobre a tolerância de frangos ao calor; porém, é bastante raro encontrarmos trabalhos que avaliaram a influência do fotoperíodo diário sobre essa característica”, esta é a opinião do autor, que também explica: “Nosso estudo mostrou que o fotoperíodo diário interfere sim na capacidade da ave em resistir ao calor, algo bastante interessante, tanto do ponto de vista acadêmico, quanto aplicado dessa questão. No primeiro aspecto, nosso trabalho deu alguns indicativos do por que um menor período de luminosidade diária favorece a sobrevivência das aves expostas ao calor”. 

Os autores acreditam que precisam ainda aprofundar seus estudos para explicar com maior clareza a relação entre fotoperíodo e sobrevivência das aves expostas ao calor. Por isso, eles pretendem continuar com essa linha de pesquisa. 

Em relação à parte prática de sua pesquisa, Bruno Vieira conta que manipular o fotoperíodo diário oferecido às aves nas instalações de produção é algo bastante simples e praticamente sem custo, bastando ajustar a programação de acionamento e desligamento das luzes. “Acreditamos que o fornecimento de um programa de luz mais adequado às aves é uma ferramenta que concilia dois aspectos muito discutidos na avicultura atualmente: melhorar os índices produtivos do plantel e maximizar as condições de bem estar animal”, finaliza.

Acesse o leitor digital da Revista do AviSite e confira a íntegra do artigo de Bruno Vieira e muito mais (é gratuito): 

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