FERRUGEM ASIÁTICA: agricultura em alerta no PR

FERRUGEM ASIÁTICA

FERRUGEM ASIÁTICA: agricultura em alerta no PR

É necessário a intensificação do monitoramento da doença na forma sintomática à campo
Por: -Aline Merladete
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Os produtores de soja, sobretudo os do Sudoeste do Paraná, devem reforçar a vigilância em suas propriedades para identificar eventual presença de sintomas da ferrugem asiática e iniciar o processo de controle.

Conforme o relatório da Emater, do Paraná, um trabalho de monitoramento de esporos de ferrugem asiática da soja com mais de 240 coletores em todo o Estado em parceria com diversas instituições, foi confirmado o primeiro caso de esporos, no município de Vitorino-PR, no Sudoeste do Paraná. Porém, ainda não foi observado sintomas da doença nas plantas no talhão monitorado.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), Marcílio Martins Araújo, destacou que é natural que ocorra aparecimento de esporos a cada ciclo, “da mesma forma que já tivemos em outros anos”. “Mas é um indicativo de que eventualmente a doença pode se desenvolver, por isso há necessidade de que os técnicos e agricultores aumentem o monitoramento da lavoura”.

Uma das tarefas que cabem aos produtores de soja e técnicos é fazer a inspeção das folhas para observar se há sintomas da doença

A presença dos esporos é um indicativo do patógeno no ambiente, porém não necessariamente significa infecção da doença a campo, bem como eventual epidemia. Mas já é necessário a intensificação do monitoramento da doença na forma sintomática à campo, através da inspeção de folhas de soja.

Através da rede de coletores, a partir desta primeira confirmação de esporos, é possível acompanhar o desenvolvimento da doença para os demais municípios e regiões do PR. Importante acessar semanalmente o site Alerta Ferrugem para acompanhar este comportamento.

O Instituto ainda regorça que o coletor de esporos de ferrugem asiática da soja é mais uma ferramenta de apoio no manejo da doença, cuja informação não deve ser utilizada de forma isolada para tomada de decisão no manejo da doença, dada a sua agressividade e potencial de redução de produtividade.

MAIS: 

A doença é causada por um fungo. Em razão de sua agressividade e potencial de redução de produtividade é uma das maiores preocupações dos produtores de soja. Quando a doença se instala provoca a desfolha precoce, podendo comprometer a completa formação dos grãos.

Os esporos são facilmente disseminados pelo vento, por isso a importância dos coletores instalados no Estado. A folha doente apresenta pequenos pontos de cor mais escura na parte superior. Na parte de baixo, é possível perceber pequenas ondulações. Ali o fungo produz os esporos. A tendência é que essas ondulações tomem uma cor castanha mais escura que o restante da folha.


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