Ferrugem asiática ataca lavouras de 18 municípios do MT

Agronegócio

Ferrugem asiática ataca lavouras de 18 municípios do MT

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A ferrugem asiática, doença que pode reduzir drasticamente a produtividade das lavouras de soja, já apareceu em campos em 128 municípios de nove estados brasileiros mais o Distrito Federal, informou na quarta-feira (05-01) a Embrapa Soja. Em Mato Grosso, 18 municípios registraram focos de ferrugem: Alto Garças, Alto Taquari, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Diamantino, Guiratinga, Itiquira, Lucas do Rio Verde, Pedra Preta, Poxoréu, Primavera do Leste, Rondonópolis, Santa Carmem, Santo Antônio do Leste, Sapezal, Sorriso, Tangará da Serra e Tapurah.

Mato Grosso, maior produtor nacional, com projeção de uma safra de 16,2 milhões de toneladas, ocupa o segundo lugar na lista de focos identificados. O campeão no ranking que tanto preocupa os sojicultores é o Paraná, segundo maior produtor brasileiro. O Estado apresenta a estimativa de produzir cerca de 12 milhões de toneladas na atual safra. São 71 municípios paranaenses em que há a presença da doença, sendo 39 focos em aéreas comerciais.

As condições climáticas, apesar de atrapalharem o início do plantio, podem ter sido a salvação da lavoura de soja mato-grossense quando o assunto é a ferrugem. "No Mato Grosso, houve atraso no cultivo da soja por causa da escassez de chuva, o que pode justificar o menor número de relatos de ferrugem", avalia outra pesquisadora da Embrapa Soja, Claudine Seixas.

No dia 21 de dezembro, a doença estava em 81 municípios de oito estados mais o Distrito Federal. No entanto, apenas em cerca de 64 municípios os focos da doença estão em áreas comerciais de soja, com os outros registros ocorrendo em áreas de teste e de soja voluntária (planta que germinou a partir de grãos que caíram ao solo durante a última colheita).

"Muitos focos foram identificados em estágio vegetativo de desenvolvimento da soja, o que mostra que a doença está aparecendo cedo", disse em um comunicado o pesquisador Rafael Soares, da Embrapa Soja. "É preciso intensificar o monitoramento para não aplicar fungicida desnecessariamente, o que aumenta o custo de produção da cultura", afirmou.

Até o momento, nenhum foco de ferrugem foi relatado na Bahia e no Tocantins, Estados que têm crescido em importância na produção de soja e que, a exemplo do Mato Grosso, também tiveram o cultivo da soja atrasado, devido à escassez e à irregularidade das chuvas. "Apesar de muitos produtores encaminharem amostras para os laboratórios da região, em nenhuma amostra foi confirmada a presença do fungo causador da doença", disse Claudine.


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