Ferrugem asiática volta à pauta de discussões

Agronegócio

Ferrugem asiática volta à pauta de discussões

A ferrugem asiática voltou a ser discutida pelos produtores rurais de Primavera do Leste (MT)
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A ferrugem asiática voltou a ser discutida pelos produtores rurais de Primavera do Leste (239 quilômetros ao Centro-Sul de Cuiabá), engenheiros agrônomos e pesquisadores buscam alternativas para minimizar os efeitos que a doença fúngica tem causado nas lavouras de soja da Região. A nova rodada de discussões foi realizada na sede da Associação dos Engenheiros Agrônomos da cidade, que teve como um dos principais focos a recomendação técnica emitida pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT) e da Delegacia Federal de Agricultura (DFA) de que o plantio da soja em pivô não ocorra por pelo menos 90 dias antes da safra de verão, a principal no Estado.

O secretário de Agricultura de Primavera do Leste, Jorge Borgheti, afirma que esse é o inicio de um processo de discussão que deve envolver produtores rurais, profissionais, pesquisadores e autoridades para se buscar soluções para o agravamento da ferrugem. “Nós temos que buscar alternativas para reduzir os efeitos e ampliar conhecimentos para minimizar suas causas, e para isso não adianta apenas condenar os pivôs”, argumenta.

Segundo ele deve ser feito um estudo das verdadeiras causas do ataque severo da ferrugem – nesta última safra - incluindo as influências que o clima, vegetação hospedeira como algumas ervas daninhas, tigüera e monocultura irrigada sem controle sanitário adequado, podem estar favorecendo ou não a propagação dos inóculos da doença.

O secretário lembrou que um dos maiores especialistas de soja do País, o pesquisador da Embrapa, José Tadachi, acredita que o período de 60 dias sem produção de soja em pivôs pode ser suficiente para romper o ciclo do inóculo. Borgheti lembra que a recomendação técnica para o não plantio de soja em pivô não será observada pela maioria dos produtores rurais porque faltou uma discussão prévia acordada com o segmento, mas que todos concordam que será necessária a adoção de medidas para garantir a sustentabilidade do plantio da soja.


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