Ferrugem da soja avança no Sul do Maranhão
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Agronegócio

Ferrugem da soja avança no Sul do Maranhão

As lavouras de soja em Balsas são as mais afetadas, com 18 ocorrências
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A ferrugem asiática avança e põe em alerta os produtores de soja da região sul do Maranhão, pois já subiu para 35 o número de ocorrências da doença registradas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), órgão que está fazendo o monitoramento do problema e orientando na correta aplicação de fungicida.

As lavouras de soja em Balsas são as mais afetadas pela ferrugem asiática, com 18 ocorrências. O município de Riachão já apresentou nove casos da doença, seguido de Fortaleza dos Nogueiras e Tasso Fragoso, com três registros, e Loreto com dois.

De acordo com a Embrapa, o principal dano ocasionado pela ferrugem asiática da soja é a desfolha precoce, que impede a completa formação dos grãos, com conseqüente redução da produtividade. O nível de dano que a doença pode ocasionar depende do momento em que ela incide na cultura, das condições climáticas favoráveis à sua multiplicação após a constatação dos sintomas iniciais, da resistência/tolerância e do ciclo da cultivar utilizada.

O medo dos sojicultores da região sul do Maranhão é que a ferrugem asiática se espalhe e cause prejuízos à lavoura, especialmente agora que as plantas estão entrando no estágio de floração. Ano passado, a doença teria gerado um custo de US$ 2,1 bilhões aos produtores brasileiros. Estima-se que foram perdidas 2,9 milhões de toneladas de grãos, o equivaleu a um prejuízo de US$ 640 milhões.

A situação da ferrugem asiática, doença causada por um fungo, na atual safra de soja no estado é bem diferente da safra anterior, quando foram registrados apenas dois casos, em lavouras no município de Balsas.

A irregularidade das chuvas e a dificuldade do produtor em encontrar fungicida no mercado são apontadas como dois principais fatores para a grande ocorrência da ferrugem asiática no estado, na safra 2006/2007, conforme informações do pesquisador da Embrapa, o fitopatologista Maurício Meyer.

O pesquisador aponta a questão do fungicida como um grande problema, pois com a indefinição sobre a política de crédito para a agricultura para a safra 2006/2007, os produtores não conseguiram adquirir o insumo no período certo. Agora, a dificuldade é encontrar o produto, tendo em vista que não há estoque suficiente nas empresas fornecedoras.


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