Fertilizante é um dos principais que passa pelo Porto de Itaqui
A Emap, que gera o Porto do Itaqui, completou na quarta-feira cinco anos de fundação
A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), que gera o Porto do Itaqui, completou na última quarta-feira (01-02) cinco anos de fundação. A data traz consigo o registro de uma série de realizações que colocam o porto entre os seis principais do país na política de exportação brasileira. Sem contar que, no momento, tem um programa de expansão de suas instalações portuárias e de investimentos programados da ordem de 270 milhões de reais, incluindo recursos próprios, dos governos estadual e federal e da iniciativa privada. A expansão da capacidade portuária, a melhoria de suas instalações e a aposta numa maior diversificação de cargas têm a marca do governador José Reinaldo Tavares, preocupado com o desenvolvimento do Estado, garante o diretor-presidente da Emap, Ricardo Zeni, para quem, até agora, não tem faltado apoio para expandir e modernizar o porto.
Zenni aposta em 2006. Na sua visão, será um ano muito importante para a Emap e o Porto do Itaqui, já que este, com certeza, se consolidará como entreposto do Nordeste, principalmente em relação aos derivados de petróleo. “Ano passado, a Petrobras teve aqui um dos maiores movimentos da estatal em todo o país, obtendo um acréscimo em movimentação de cargas de 23 por cento no período – de 4,5 para 5,5 milhões de toneladas - e um faturamento estimado de 4 bilhões de reais”, informou o presidente, destacando a importância desse incremento na arrecadação de ICMS para o Estado do Maranhão. Para que isso ocorresse, no entanto, Ricardo Zenni disse que foram necessárias obras estratégicas de dragagem realizadas sob o patrocínio da empresa de administração portuária, que se não realizadas, comprometeriam o trabalho e as metas da Petrobras, que poderia desistir de operar aqui.
A Emap investe, no momento, de olhos voltados para a movimentação de cargas de soja, gusa e álcool, este um produto para um futuro próximo. Mas já estão em andamento as obras do terminal de grãos e do pátio de estacionamento para os caminhões transportadores de soja, uma reivindicação dos produtores do Sul do Maranhão e do Corredor de Exportação Norte. Tudo isso força a uma maior capacidade de embarque, razão por que no cronograma de expansão estão a construção do berço 100 e melhorias nos berços 101 e 102, com uma retroárea de 72 mil metros quadrados. É aqui que será gasto o maior volume de recursos, algo em torno de 250 milhões de reais, grande parte investimentos da iniciativa privada, de acordo com o planejamento estratégico da Emap.
A história do porto:
O Porto do Itaqui, localizado em São Luís do Maranhão, tem como diferenciais sua grande profundidade (19 metros), sua posição estratégica próximo aos mercados mundiais, o perfeito sistema logístico multimodal (rodoviário, ferroviário e hidroviário) e por estar instalado numa baía abrigada. O conjunto de benefícios o coloca na posição de um dos mais eficientes e competitivos do Brasil.
Iniciado em 1966 e inaugurado em 1974, ano em que movimentou 400 mil toneladas, o porto pertencente ao Governo Federal foi administrado pela Companhia Docas do Maranhão-Codomar até fevereiro de 2001, quando houve a transferência do porto para o Governo do Estado,
através da Empresa Maranhense de Administração Portuária-(Emap). A EMAP é a autoridade portuária e gestora do porto, desde a sua estadualização, processo que favoreceu a administração do Itaqui tornando o processo decisório necessário à sua modernização mais ágil. A sua diretoria é composta pelos engenheiros Ricardo Zenni, presidente; Lusivaldo Moraes dos Santos, diretor de Engenharia e Operações e Augusto José Guimarães Castro, diretor Administrativo-Financeiro.
O porto maranhense faz parte do Complexo Industrial e Portuário de São Luís (o segundo maior do Brasil), que juntamente com os terminais da Ponta da Madeira(Companhia Vale do Rio Doce)- por onde é exportado minério de ferro-, e o da Alumar (Consórcio de Alumínio do Maranhão)- por onde a empresa recebe insumos para seu processo industrial -, que movimentou em 2005, cerca de 86 milhões de toneladas de cargas com 1.158 navios atracados. O Porto do Itaqui movimentou no mesmo período quase 12 milhões de toneladas de cargas com 524 navios atracados. Os principais produtos movimentados no mesmo período são: derivados de petróleo, ferro gusa; soja, fertilizantes e cobre.
O Itaqui é o entreposto de derivados de petróleo do Norte/Nordeste tendo movimentado cerca de 5,5 milhões de toneladas dos produtos em 2005, volume 23% maior do que em 2004. Também se destaca como referência nacional em meio ambiente.
As principais cargas do Porto do Itaqui são: Cadeia do agronegócio: fertilizantes, maquinário e soja; Cadeia de minérios: ferro gusa, pelota, cobre, manganês e alumínio.