Fertilizantes aumentam déficit na balança comercial
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IMPORTAÇÕES

Fertilizantes aumentam déficit na balança comercial

As importações de produtos químicos somaram US$ 12,1 bilhões, crescendo 12,5%
Por: -Leonardo Gottems

 

A alta de 17,1% nas importações dos intermediários para fertilizantes, que somaram US$ 1,6 bilhão no quadrimestre, impulsionou o déficit na balança comercial de produtos químicos, que atingiu US$ 7,5 bilhões, o que equivale a um crescimento de 17,6% ante o mesmo período do ano passado. A estimativa foi realizada pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e indicou também que esse é o maior valor em importações para o período desde 2014, o que influi para o déficit acumulado nos últimos doze meses chegar a US$ 24,6 bilhões. 

Segundo a Abiquim, enquanto nesses primeiros quatro meses as importações somaram US$ 12,1 bilhões, crescendo 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações de produtos químicos chegaram apenas a US$ 4,6 bilhões, o equivalente a uma pequena alta de 4,9%. Denise Naranjo, diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, explica que o principal fator responsável por esse aumento desse valor é o preço dos produtos químicos importados, que cresceu 33,7% em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. 

“É imprescindível que o País deixe de estar vulnerável às flutuações do câmbio e dos preços externos e o caminho para tanto é o fortalecimento da competitividade com políticas industriais claras e eficientes, permitindo melhor utilização da capacidade instalada e a atração de novos investimentos”, afirma ela. 

Os produtos químicos comprados pelo País corresponderam a 22,3% do total de US$ 54,2 bilhões em importações e a 6,1% dos US$ 74,5 bilhões somados com exportações, com o grupo correspondente as resinas plásticas sendo o mais vendido internacionalmente, chegando a S$ 694,2 milhões entre janeiro e abril, com retração de 12,2% em comparação com os primeiros meses de 2017. O volume dos químicos importados somou 11,5 milhões de toneladas e o das exportações chegou a 4,9 milhões de toneladas, o que equivale a retrações de 15,9% e de 10,0%, respectivamente, ante o mesmo período do ano passado. 


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