Fetag-RS elege nova diretoria

Agronegócio

Fetag-RS elege nova diretoria

Elton Weber foi eleito para os próximos quatro anos
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A programação que antecedeu as eleições da Fetag foi acompanhada atentamente por cerca de 900 pessoas. Além do auditório lotado, o estacionamento da Fetag também abrigou boa parte do público que assistiu tudo, em tempo real, num telão. A terça-feira foi  de festa na Federação porque, após meses de negociações, uma chapa única, de consenso, encabeçada pelo atual presidente Elton Weber, foi eleita para os próximos quatro anos. Houve troca de dois nomes da diretoria executiva e renovação de mais de 40% no total. Weber destacou a presença maciça dos delegados que representaram as 23 regionais sindicais da Fetag. Estiveram na mesa Elton Weber, o presidente da Contag, Alberto Broch, o presidente da Fetaesc, Hilário Gottselig, a secretária do Meio Ambiente, Jussara Cony, o deputado federal Aldo Rebelo, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos - Abef, Francisco Turra, o deputado federal Vicente Selistre e o deputado estadual Heitor Schuch.

Durante toda a manhã, a Comissão Eleitoral esteve na sala de reuniões, aguardando o momento de entrar em cena. Novecentos e vinte e oito delegados inscreveram-se para votar e, destes, cerca de 800 compareceram. O presidente Weber disse que a presença de parlamentares e representantes do governo valoriza o trabalho da Federação. Sobre os próximos quatro anos, ele antecipa que serão de continuidade, mantendo as conquistas e promovendo mudanças de estrutura e ação, a partir das necessidades da categoria, sejam elas de renda, sucessão rural, permanência no campo, clima, legislação ambiental, entre outras.

Representando o governo do Estado, o vice-governador Beto Grill saudou a parceria com a Fetag e defendeu a retomada do crescimento do Rio Grande através da base produtiva instalada. Grill recordou que a agricultura familiar gera emprego e distribui renda e que o governo vai investir em qualificações e capacitações, oferecer condições de tecnologia e financiamentos diferenciados para manter os agricultores no campo. Ele destacou que esse é um trabalho conjunto das entidades do setor e dos governos, uma parceria complexa para trazer resultados efetivos.

Conforme o presidente da Contag, Alberto Broch, a Fetag continua escrevendo a sua história, democratizando mecanismos internos, com o ápice no Congresso Eleitoral. Ele destacou os debates nos sindicatos e regionais e a formação de uma chapa de consenso, contemplando vertentes e visões diferentes do movimento sindical. E diz que a Contag ratifica esse processo e testemunha a importância da união entre a entidade e as federações.

Francisco Turra, da Abef, falou sobre o futuro da avicultura, lamentando a crise da Doux-Frangosul. Disse que, em 2010, o Brasil produziu 24 milhões de toneladas de frango, o que o coloca como o 3º produtor no ranking mundial e o 1º na lista dos exportadores; quanto à carne bovina, o Brasil ocupa o 2º lugar na produção e o 1º na exportação. Sobre mercado, Turra afirmou que, em dez anos, a demanda por alimentos aumentará 20%.

O deputado federal Aldo Rebelo arrancou aplausos da plateia em duas ocasiões: quando disse que a realidade mostra os agricultores como criminosos e quando ironizou sobre a legalidade de diversos setores do Brasil, com exceção da agricultura. Rebelo acredita que a continuidade da agricultura familiar tem a ver com as raízes do povo brasileiro e suas tradições. Ele teme que a legislação vigente inviabilize o setor e provoque um êxodo rural muito grande e que as pequenas propriedades tornem-se reserva legal das grandes ou chácaras de final de semana para a classe média urbana. O deputado defendeu a alteração do Código Florestal e disse que o governo tem se dobrado às ONGS financiadas por grupos europeus. Acredita que a preservação do meio ambiente deve ser partilhada por todos os segmentos da sociedade.

Para o economista Tarcísio Minetto, que falou sobre o mercado de grãos, a tendência mundial é de aquecimento durante 2011. Ele alerta que, apesar disso, é importante que o agricultor acompanhe com muita atenção as informações sobre as oscilações de preços e de demandas. Minetto destacou, ainda, preocupação com os países emergentes – China, Rússia – e ainda falou sobre o risco do Hemisfério Norte aumentar as áreas de produção. Ele encerrou sua apresentação alertando que o mercado de insumos pode aumentar os preços e que, caso se confirme, haverá elevação do custo de produção dos produtos agrícolas.

As informações são da assessoria de imprensa da FETAG-RS.

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