Fila nos portos faz preço do frete subir até 66% em MS, diz Famasul
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Agronegócio

Fila nos portos faz preço do frete subir até 66% em MS, diz Famasul

O valor passa de R$ 120 para R$ 200
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As longas filas de caminhões graneleiros para descarregar as cargas nos portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR) já provoca reflexos no preço do frete em Mato Grosso do Sul. Segundo estimativa da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul), o valor pago pelo transporte da tonelada de soja subiu até 66%, passando de R$ 120 para R$ 200. 


A federação projeta que o congestionamento de caminhões nos portos cause um prejuízo aos produtores rurais sul-mato-grossenses de R$ 2 por saca de 60 quilos de soja. No ano passado, cerca de 75% do volume do grão exportado pelo Estado foi escoado por esses dois portos e neste ano o quadro deve ser semelhante.

Na avaliação do engenheiro agrônomo da Famasul, Lucas Galvan, a logística das commodities precisa de planejamento a longo prazo. "É necessária uma atitude imediata, para que nos próximos anos os produtores não sofram os mesmo problemas que enfrentamos hoje", lamenta ao citar o prazo de instalação de um porto, que dura em torno de sete anos, até entregá-lo em perfeitas condições de uso.


As dificuldades para escoar a produção podem ocasionar dois problemas no Estado, conforme Galvan. O primeiro é que parte da produção de soja da safra 2012/2013 pode acabar ficando retida em Mato Grosso do Sul, o que pode aumentar a oferta do produto e derrubar os preços. A segunda, é que com a oleaginosa ainda estocada e com a previsão de uma grande safrinha de milho, pode faltar estrutura de armazenagem para o cereal.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (AprosojaMS), Almir Dalpasquale, credita o prejuízo dos produtores do Estado à ineficiência logística do Brasil. "Se não houver liberação dos navios que estão ancorados, haverá impacto também na safra do milho", destaca.


Dalpasquale recorda que a situação já provocou até cancelamento de contratos de exportação. "É uma pena chegarmos nesse nível após tantos anos alertando quanto aos problemas de logística. É uma perda para nação e não só para os produtores", frisa ele, se referindo ao cancelamento da compra de 2 milhões de toneladas de soja brasileira pelos chineses na semana passada, justamente devido às dificuldades logísticas brasileiras.

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