Fiscais federais não descartam greve
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Agronegócio

Fiscais federais não descartam greve

Já existe um indicativo de greve, mas a assembléia é que irá decidir como o movimento será desencadeado
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Fiscais federais agropecuários de todo o país vão se reunir em assembléia geral nos dias 21, 22 e 23 deste mês, em Brasília, para discutir a pauta de reivindicação da categoria e definir as estratégias do movimento. A assembléia será coordenada pela Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa), que reúne 3,1 mil fiscais em todo o Brasil. Uma paralisação nacional dos fiscais por tempo indeterminado não está descartada.

“Esta assembléia será muito importante, pois vai definir o direcionamento da campanha e a forma de mobilização da nossa categoria no processo de negociação com o governo federal”, informa o presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários de Mato Grosso (Affama/MT), Joaquim Botaro.

Segundo ele, já existe um indicativo de greve, mas a assembléia é que irá decidir como o movimento será desencadeado. No ano passado, nesta mesma época, os fiscais retomaram as negociações junto ao Ministério da Agricultura e não consumaram a greve anunciada para abril de 2006. Em 2005, última paralisação realizada pelos fiscais, a greve durou por cerca de três semanas no mês de novembro.

Este ano, a principal reivindicação dos fiscais é a aprovação do projeto de reestruturação de carreira e salário. Os fiscais reivindicam também a criação de uma escola de formação de fiscais federais agropecuários e a realização de concurso público para a contratação de novos profissionais.

A Anfa alega que o número de fiscais existentes no Brasil é pequeno para a realização de um trabalho eficiente.

No caso de Mato Grosso, dos 98 fiscais associados à Affama/MT apenas 67 estão na ativa e, destes, cerca de 40 estão envolvidos somente com o trabalho de inspeção nos frigoríficos. A associação entende que os 27 fiscais que sobram são insuficientes para desenvolver as demais atividades no Estado. Segundo Botaro, a fiscalização no Estado “vem sendo feita de forma precária”.

Os fiscais federais agropecuários atuam nas áreas de defesa e inspeção animal e vegetal, desempenhando função importante na liberação das exportações, já que são responsáveis pela inspeção, fiscalização, classificação e emissão de certificado para vendas ao exterior, atuando na cadeia de laticínios, no combate à sigatoka negra, ao bicudo do algodoeiro, à ferrugem asiática, gripe aviária e à febre aftosa, além da inspeção de carnes.


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