Fiscalização usa cão na apreensão de sementes irregulares
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Imagem: Divulgação
NOS CORREIOS

Fiscalização usa cão na apreensão de sementes irregulares

O laboratório oficial em Goiânia (GO) identificou pragas perigosas para a agricultura brasileira
Por: -Eliza Maliszewski

O Brasil vive o cenário da chegada constante de sementes não solicitadas vindas em encomendas que chegam pelos Correios, geralmente de endereços asiáticos. Em uma coletiva de imprensa o Ministério da Agricultura informou que já identificou parte das espécies presentes em 258 pacotes. 

Há espécies de flores como rosas e frutíferas como limão. Mas o mais grave está nos perigos que trazem ao agronegócio. O laboratório oficial em Goiânia (GO) identificou pragas como a presença de ácaro vivo em uma amostra; de três fungos diferentes em 25 amostras; de bactéria em duas amostras; e possibilidade de pragas quarentenárias em quatro amostras (como plantas daninhas).

Com isso a fiscalização intensifica as ações no Centro Internacional de Curitiba dos Correios (CEINT), local de triagem das encomendas de menor peso que chegam do exterior. Os Auditores Fiscais Federais Agropecuários contam com a ajuda de um cão para barrar a entrada das sementes misteriosas.

O labrador Thor tem 4 anos e já trabalha há três anos tanto no aeroporto de Curitiba quanto nos Correios. O animal recebeu treinamento especial para encontrar as amostras. “O que estamos fazendo agora é uma ação mais incisiva, com outras ferramentas, mais pessoas na equipe e com o cão farejando em diversos períodos”, explica o  Affa Ângelo de Queiroz.

Apesar da situação atual causar estranheza, com pacotes de semente chegando pelo correio sem terem sido comprados, barrar a entrada de sementes irregulares é uma atividade diária do Vigiagro. Espécies exóticas que porventura cheguem a germinar podem se tornar invasivas, causando danos ao ecossistema brasileiro e à produção agrícola. Por isso o reforço na fiscalização.

“O Thor é treinado especificamente para o faro de diversos tipos de sementes e sua ação é complementar às outras realizadas no CEINT”, diz Ângelo. Ele explica que caso o scanner acuse a presença de material orgânico, o pacote pode ser submetido ao faro do cão.

Outra ação, que utiliza melhor as capacidades do animal, é o cão farejar os contêineres de encomendas – que são separados por origem e destino. Só depois é que eles são direcionados ao scanner e aos outros tipos de inspeção caso haja suspeita da presença de materiais irregulares. No país são cinco cães ao total que atuam a serviço da fiscalização.
 


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