FMC: “Precisamos mudar o jeito como tratamos nossa agricultura”
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Agronegócio

FMC: “Precisamos mudar o jeito como tratamos nossa agricultura”

Equipe da FMC e consultores vão para Austrália em busca de informações
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Equipe da FMC e os consultores de algodão vão para Austrália em busca de informações e estratégias para o controle da lagarta Helicoverpa; veja abaixo os principais pontos que parecem ajudar no controle desta praga

No inicio deste mês de março, uma comitiva técnica da FMC e os consultores de algodão viajaram, para Austrália em busca de intercâmbio de informações e estratégias para o manejo da lagarta Herlicoverpa, que vem prejudicando as lavouras de milho, soja e algodão no Brasil. Há 10 anos a Helicoverpa é controlada na Austrália e por meio do Intertech, intercambio técnico voltado aos consultores de algodão, o grupo teve a oportunidade de adquirir mais conhecimento sobre como foi e é tratada essa infestação.


Sempre ao lado do produtor pensando na rentabilidade e produtividade em sua lavoura, a equipe da FMC juntamente com os consultores de algodão trouxeram para o Brasil as seguintes orientações que começam a ser divididas com os clientes: “Toda a cadeia do agronegócio da Austrália se uniu na estratégia de controle da Helicoverpa. A multinacional fornecedora de sementes determinou todas as estratégias para evitar a resistência, isto foi validado pelos centros de pesquisas federais e estaduais da Austrália, os produtores - 100% deles - respeitam todas as medidas para o controle efetivo: refúgio, eliminação de hospedeiros, manejo de produtos químicos, etc. A sociedade reconhece e apoia os esforços da cadeia agrícola, pois isto diminuiu drasticamente o impacto ambiental, incluindo o uso da água”.

Outra recomendação da equipe é introduzir corretamente uma nova tecnologia. “Na Austrália, toda a tecnologia nova é introduzida corretamente, desde um novo produto químico, até um evento transgênico. Ninguém deixa de seguir a recomendação de dose ou de refúgio”. Já sobre o refúgio direciona-se da seguinte forma: “Os produtores seguem a risca as recomendações: 5% quando o feijão guandu é usado como refúgio e 10% quando é com algodão convencional, e, em ambos os casos, sem nenhuma aplicação de inseticidas. A distância recomendada também é respeitada e este refúgio é conduzido nas mesmas condições de manejo da cultura principal, exceto as aplicações de inseticidas não havendo importância se haverá ou não colheita nesta faixa”.


A comitiva também apontou a eliminação da ponta verde. “Os agricultores australianos têm uma janela de plantio determinada para cada região. Se não deu para plantar na data, não se planta. Todos os restos culturais são eliminados. Parte das terras é deixada em pousio e parte delas recebe cultura de inverno (trigo)”, conclui.

“É certo que nossas condições são diferentes das deles, que temos outras pragas, outras culturas no campo, mas ficou claro que temos que mudar o jeito como estamos tratando a nossa agricultura. A sociedade deve se unir nesta causa. Precisamos que todos façam o certo para vencer. Nossos consultores têm hoje um grande desafio: mobilizar o mercado agrícola para que façamos o que é correto e sustentável comercial e ambientalmente. Cada um deles deverá levar em conta a realidade da sua região para aí sim partir para ação. A FMC já apoia essa causa. Conte com a gente”, destaca o Gerente de Cultura Algodão FMC, Luciano Zanotto.


O Grupo

Representaram o grupo, além dos colaboradores da FMC, Ricardo Werlang, Wagner Janjacomo e Luciano Zanotto, 11 consultores das mais diversas partes do país. São eles: Laércio de Andrade, Valmir Aquino, Keully de Lolo, Rubem Staudt, Jonas Guerra, Milton Ide, Evaldo Mulinari, Evaldo Takesawa, José Pavezzi, Paulo Saran e Jerley Lima. O grupo explorou visitou os mais importantes agricultores, consultores e centros de pesquisas do país. Entre as visitas, se destacaram: Louis Dreyfus e o Cotton Australia Institute em Brisbane, 2 Agricultores em Toowoomba e Goondiwindi, Auscott – fazenda que opera em grande escala e o centro de pesquisas de algodão, parceiro do CSRIO em Wee Waa e finalmente CSD (distribuidor e processador das sementes de algodão) em Narrabri.

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