Fome e obesidade sobem na América Latina pelo terceiro ano

ESTATÍSTICA

Fome e obesidade sobem na América Latina pelo terceiro ano

Pedimos uma advertência aos governos e sociedades”
Por: -Leonardo Gottems
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Um documento elaborado conjuntamente pela divisão regional de quatro agências da ONU, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), indicou que os níveis de fome e obesidade subiram pelo terceiro ano consecutivo na América Latina. O “Panorama de Alimentação e Nutrição 2018 Segurança” afirmou que esses fatores estão diretamente ligados com a situação de desigualdade de alguns países. 

De acordo com Julio Bendegué, representante regional da FAO para a América Latina e Caribe a fome afeta 39,3 milhões de pessoas. "Não há razão material ou científica para justificar a fome. Nós completamos cinco anos sem progresso e três anos em retiro. Pedimos uma advertência aos governos e sociedades”, comenta. 

O representante regional destacou o caso da Colômbia, onde "a paz começa a pagar dividendos na erradicação da fome", referindo-se aos efeitos positivos dos acordos alcançados entre o governo e a guerrilha em 2016. No outro extremo, a Venezuela parece ser um dos países com maior número de pessoas sofrendo com a fome, ou seja, 3,7 milhões de pessoas, o que representa 11,7% de sua população. 

Desde 2014, Argentina, Bolívia e Venezuela aumentaram o número de pessoas subnutridas. O maior surto ocorreu na Venezuela, com um aumento de 600.000 pessoas, apenas entre os triênios 2014-2016 e 2015-2017, revela o panorama. Outros países fortemente afetados pela fome são o Haiti, com cinco milhões de pessoas, o equivalente a 45,7% de sua população, e o México, com 4,8 milhões, representando 3,8% de sua população. Se o Haiti conseguir (reduzir a fome), todos os outros países podem", disse Berdegué.

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